27 de setembro de 2015

Cristãos podem ser representados politicamente


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Com as eleições programadas para novembro, os cidadãos de Mianmar lembram que, em 2010, o partido de oposição foi boicotado. Como ele continua sendo visto como a esperança do país de mudar a política espera-se que dessa vez seja o vencedor.

Mas o analista da Portas Abertas, adverte: "Essas eleições terão jogadores fortes e o exército já anunciou regras que proíbem quaisquer debates sobre o papel dos soldados em Mianmar e também o questionamento sobre a atual Constituição. Atualmente, 25% dos assentos estão reservados para as Forças Armadas do país”.

Ainda segundo o analista, além do Exército, o outro jogador influente é Ba Ma Tha, uma organização composta por monges budistas nacionalistas. Eles celebraram sua vitória de ter introduzido com sucesso as “leis sobre a proteção da raça e da religião", com eventos de âmbito nacional, demonstrando assim o seu nível generalizado de organização e seu poder.

De acordo com os relatórios da Portas Abertas: “Um terceiro jogador pode sair dos grupos étnicos, já que eles têm várias dezenas de partidos culturais que podem fazer a balança inclinar. O governo tenta chegar a um acordo de paz provisório antes das eleições, em um aparente esforço para ganhar votos adicionais. Como várias dessas minorias étnicas são minorias cristãs consideráveis (chegando a ser maioria em alguns casos), o resultado dessas eleições pode ser decisivo para a igreja em Mianmar”.

Tensões crescentes na Malásia podem afetar minoria cristã



Enquanto a Malásia comemorava seu 58º aniversário, no final de agosto, e o governo estava em clima de festa, do outro lado o povo testemunhava grandes encontros de oposição e diversas manifestações. Não houve relatos de confrontos violentos, mas uma clara convicção de que os cidadãos estão insatisfeitos.

Relatórios da Portas Abertas observam: "Foi uma surpresa de aniversário para o governo ver que até mesmo o antigo primeiro-ministro da Malásia, Mohammad Mahathir, conhecido como Dr. M, com seus 90 anos, apareceu no encontro de oposição dos "camisas amarelas" pedindo para o atual primeiro ministro, Najib Razak`s, sair”.

A polícia não declarou oficialmente os números, mas é possível que cerca de 250 mil pessoas tenham comparecido ao encontro, com a presença de muitos chineses que vivem no país. Isso levou o governo a anunciar uma segunda reunião, com os "camisas vermelhas", a fim de ameaçar os chineses, dizendo que eles merecem uma lição, alegando que eles estão sendo rudes com os malaios.
A reivindicação do Dr. M deixou claro que a democracia pede uma prestação de contas ao governo e que os eleitores precisam se expressar de quatro em quatro anos. Levando em conta que muitos dos cidadãos chineses na Malásia são cristãos e se a política estiver contra eles, as igrejas sentirão também as consequências.

Povos indígenas são convertidos ao cristianismo


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O nordeste da Índia é etnicamente diferenciado do restante do país, mantendo laços culturais com a Ásia Oriental e o Sudeste Asiático. Basicamente, a região contém sete estados-irmãos: Arunachal Pradesh, Assam, Manipur, Meghalaya, Mizoram, Nagaland e Tripura. Os povos indígenas que vivem nessas regiões são tratados como “diferentes”, muitas vezes até chamados de “resto da Índia”.

Em Manipur, na fronteira de Mianmar, onde houve atividades missionárias, os povos Hill, Naga, Kuki e alguns outros já foram convertidos ao cristianismo. Mas nesse ano, a Assembleia Legislativa do estado aprovou três projetos de lei com o objetivo declarado de "salvar a cultura, tradição, identidade e estrutura demográfica dos povos indígenas”.

Os grupos militantes tribais chamam essa iniciativa de “legalizar a marginalização dos povos indígenas". Eles reagiram violentamente e durante um confronto, pelo menos 9 pessoas morreram e 20 ficaram feridas. A polícia informou que multidões tribais atearam fogo às casas de altos funcionários do governo, incluindo o ministro da Previdência Social à Família e o comitê do presidente. Eles alegaram que o governo está traindo seu próprio povo e que não os representa.

Os observadores estão prevendo um confronto étnico e religioso, se o governo não conseguir lidar com a situação. Testemunhas relataram que homens armados correram para os confrontos e abriram fogo contra os manifestantes. Levantou-se a suspeita de que a população de meiteis (grupos radicais de Manipur) esteja trabalhando para o governo. Um pastor cristão tribal, que pediu para não ser identificado, expressou temor, dizendo: "Isso pode causar perseguição e derramamento de sangue, para nós cristãos minoritários e povos tribais".