1 de maio de 2015

Projeto do Brasil que protege o tatu no Pantanal ganha prêmio internacional




Projeto do Brasil que protege o tatu no Pantanal ganha prêmio internacional

Animal é um dos mamíferos mais antigos da Terra, chamado de `fóssil vivo´
O francês Arnaud Debiez, que conduz um projeto para proteção do tatu-canastra no Pantanal brasileiro, recebeu o prêmio britânico Whitley, uma das maiores honrarias da área ambiental no mundo.
A distinção foi entregue a ele e a outros seis ambientalistas na Sociedade Real de Geografia em Londres pela princesa Anne, filha da rainha, patrona da Fundação Whitley. Outros projetos de conservação da Índia, Nigéria, Colômbia, Indonésia e Filipinas foram premiados.
Segundo um comunicado da Fundação Whitley, Debiez trabalha no Pantanal do Mato Grosso, uma das maiores áreas úmidas do mundo, na proteção do tatu-canastra (Priodontes maximus), um dos mamíferos mais antigos da Terra, um "fóssil vivo".
O francês, um ex-funcionário de zoológico, criou em 2010 seu programa para a proteção e a pesquisa desta espécie, raramente vista em liberdade.
A campanha fez com que "cerca de 65.000 pessoas da região se envolvessem diretamente em campanhas de sensibilização" sobre o perigo de extinção deste animal "e as autoridades do estado de Mato Grosso do Sul (sudoeste) selecionaram o tatu gigante como um indicador para a criação de áreas protegidas".
O G1 fez uma reportagem sobre o trabalho dos cientistas. Eles constataram que as tocas feitas pelos tatus ajudam na proteção de pelo menos 24 espécies de vertebrados da região, como jaguatiricas e pequenos roedores. Suas principais funções são servir como refúgio térmico, área de alimentação ou de descanso.