20 de maio de 2015

Famílias assírias têm seu futuro ameaçado pela guerra




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"A situação em Hassaka é ruim e muito frágil", contou Emanuel Youkhana, líder de uma igreja local. Os confrontos acontecem agora perto dos subúrbios da cidade de Hassaka, onde os líderes das igrejas locais se encontram. “Apenas 800 famílias cristãs permanecem na província”, disse ele.

"Cristãos assírios estão enfrentando um perigo que ameaça a sua existência em regiões históricas", disse Youkhana a Subcomissão do Parlamento Europeu sobre Direitos Humanos em Bruxelas, no dia 23 de abril.

“Não é só Hassaka que está sob o controle de grupos islâmicos extremistas”, disse ele, “mas assírios estão sendo manipulados pelo regime de Assad, que se apresenta como única alternativa para proteger a Síria ameaçada por minorias religiosas.

O futuro dos cristãos de Hassaka tornou-se cada vez mais precário, depois que a revolução da Síria tomou um rumo islâmico em 2013, uma vez que o regime de Assad recolocou a maioria de suas forças militares para fora do nordeste da Síria.

Um médico assírio que trabalha em um hospital do governo em Qamishli contou World Watch Monitor no fim de março que era impossível confiar em qualquer um dos lados que lutam pelo controle da província de Hassaka. "Eu não confio em nenhum deles. Não é clara a coordenação entre eles. Eles são todos em contato uns com os outros. E quem ganha? A indústria de armas", disse ele.

Em Beirute, um pastor da igreja local concordou com tristeza: “Às vezes nós sentimos que os cristãos aqui estão sendo vendidos para as indústrias de petróleo e gás. Então, nós suplicamos por orações, para que as grandes autoridades tenham misericórdia em seus corações para nos salvar”.

"Qualquer um dos lados que estão lutando aqui poderia parar", disse o médico. "Mas eles não querem. O que eles querem é acabar com todos os cristãos daqui.”

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