18 de maio de 2015

Explosão causa destruição em apartamentos de São Conrado, no Rio




 Forte explosão foi ouvida e bombeiros foram chamados em prédio de São Conrado (Foto: Reprodução/TV Globo)
Uma forte explosão causou a destruição de apartamentos em um prédio da Rua General Olímpio Mourão Filho, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, por volta das 5h40 desta segunda-feira (18). Vários apartamentos foram danificados e pelo menos duas pessoas ficaram feridas, uma com gravidade — ela teria sido achada dentro de um dos apartamentos e foi encaminhada para o Hospital Miguel Couto, no Leblon. A outra foi retirada do edifício em uma maca. Bombeiros ainda procuravam por outras vítimas por volta das 8h40. Até as 9h25 seis pessoas tinham sido atendidas.

O edifício tem 19 andares e 72 apartamentos. A área foi isolada e bombeiros dos quartéis da Gávea e de Copacabana trabalhavam no local. Pedaços de concreto, de janelas e madeiras ficaram espalhados até por edifícios vizinhos. O Globocop flagrou também vazamento de água. Lojas ao redor do prédio ficaram danificadas.
Ferido em explosão é retirado em maca
(Foto: Reprodução/GloboNews)

Segundo o subsecretário de Defesa Civil, coronel Márcio Motta, tudo indica ter sido uma explosão provocada por gás. Às 8h45, o engenheiro da Defesa Civil, Daniel Guerra, descartou o risco de desabamento.

"A nível de estrutura integral do edifício não há risco de desabamento. Com o impacto, as lajes entre os pavimentos são muito finas então algumas tiveram colapso parcial. Então tem muito peso em cima das lajes onde elas foram depositadas. Então primeiro tem que ser retirado todo esse entulho, demolir essas lajes que romperam e ainda estão penduradas. Vai levar um tempo, peço um pouco de paciência", solicitou Daniel Guerra.

Segundo Motta, o prédio foi evacuado para a segurança dos moradores. Eles desceram com documentos, pertences mais importantes e animais de estimação.

Segundo os moradores, a explosão teria ocorrido no 10º andar, onde mora um alemão, que seria um dos feridos levados para o hospital. "Quando eu desci ele já tinha sido levado", contou uma moradora. O síndico do edifício afirmou que as vistorias e os laudos do prédio estão em dia.

Uma base foi montada no prédio ao lado para receber os moradores do edifício atingido pela explosão. O local será usado para passar as informações dos trabalhos dos bombeiros e da Defesa Civil.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), um homem de 51 anos deu entrada no Hospital Miguel Couto com queimaduras de segundo grau nos braços e nas pernas. Ainda segundo a SMS, ele estava lúcido, muito agitado e passava por uma avaliação médica.

Segundo uma moradora do prédio vizinho, Mariana Ruopp, a explosão foi muito forte e os moradores acordaram assustados. "Foi muito alto, o prédio é perto do meu. O meu apartamento ficou com as portas empenadas", contou ao G1.

Outra moradora do prédio vizinho, Eleonora Martins, afirmou que o barulho foi ensurdecedor. Ela contou também que algumas janelas da sua casa foram quebradas por causa da explosão. O forte barulho foi tão forte que os moradores da Rocinha também relataram o estouro nas redes sociais.

A estudante Renata Gonçalves, que mora no prédio onde houve a explosão, contou que estava no quarto, dormindo e acordou assustada com os vidros da janela caindo em cima dela.

“Não sei como não me feri. Meu quarto está todo destruído. Saí, peguei meu chinelo. Começaram a falar que era para descer na hora. Um vizinho bateu na porta falando para pegar as coisas mais importantes e descemos. Não sabia o que era mais importante, entrei em desespero e desci de camisola mesmo. Peguei minha bolsa, com meus documentos, celular e carregador e desci correndo, contou a estudante.

Espantada com tamanha destruição por todos os andares do edifício, ela chegou a pensar que poderia ser a obra do metrô que acontece em frente ao prédio e temeu que o prédio estivesse caindo: “Foi desesperador”, afirmou.

De acordo com José Alencar, que mora no 17º andar, diversos apartamentos foram danificados. "Foi horrível, um cenário de guerra. Fui pegar o elevador e o elevador caiu. Cheguei no 10º andar e não tem 10º andar e você começa a entrar em pânico. Enfim, cenário de guerra. Eu não sei nem como está a garagem, mas a portaria está destruída. O meu maior temor é sobre a estrutura do prédio. Na hora que deu a explosão, ele não só abalou como ele deu uma recuada para baixo. Tem que fazer um parecer para saber se vamos voltar ou não voltar. Temos que saber se esse bicho vai sair ou não", disse José Alencar.

O prefeito Eduardo Paes foi para o prédio atingido pela explosão para acompanhar os trabalhos do Corpo de Bombeiros. De acordo com as primeiras informações, Paes confirmou a chance da explosão ter sido provocada por um vazamento de gás. "Isso tem que ser investigado e apurado", afirmou.

Intedição do trânsito
O Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que estava interditada a Rua General Olímpio Mourão Filho, na altura do numeral 30, em São Conrado, para ação do Corpo de Bombeiros. Por volta das 8h45 havia retenção na região. Agentes da CET-Rio estavam no local para orientar os motoristas.