15 de maio de 2015

60% dos eleitores do Tennessee (EUA) querem que a Bíblia se torne o livro oficial do Estado




Em resultados do inquérito lançado em maio, a Vanderbilt fez duas perguntas sobre opinião dos eleitores da proposta de lei que teria feito a Bíblia o livro oficial do Tennessee.Pesquisa - Depois de o legislativo estadual ter rejeitado uma proposta para tornar o livro sagrado como o oficial do Estado, a Universidade Vanderbilt divulgou uma pesquisa que mostra que quase dois terços da população apoiaram a ideia.A maioria dos eleitores do Tennessee quer a que Bíblia Sagrada seja o livro oficial do Estado, de acordo com os resultados de uma pesquisa recém-lançada.

Depois de o legislativo estadual ter rejeitado uma proposta para tornar o livro sagrado como o oficial do Estado, a Universidade Vanderbilt divulgou uma pesquisa que mostra que quase dois terços da população apoiaram a ideia.

Em resultados do inquérito lançado em maio, a Vanderbilt fez duas perguntas sobre opinião dos eleitores da proposta de lei que teria feito a Bíblia o livro oficial do Tennessee.

60% dos entrevistados disseram que apoiam a idéia, contra 38% de oposição, e 2% disseram que não tinham opinião formada sobre o assunto.

O suporte para a idéia de tornar a Bíblia o livro oficial do Estado variou entre os diferentes grupos políticos, mas ainda era muito forte entre a população, observou Dave Boucherm, do jornal 'The Tennessean'.

"Esse número cai um pouco entre democratas e independentes, mas, pelo menos, 50% de ambos os grupos ainda mostraram que apoiam a proposta", relatou Boucher.

"Auto-identificados membros Republicanos filiados ao 'Tea Party' (movimento social libertário) esmagadoramente apoiam a ideia: 72% por cento dos republicanos e 80% dos membros do 'Tea Party' entrevistados disseram que querem que o Tennessee reconheça a Bíblia como o livro do E#stado".

No mês passado, a Câmara dos Deputados do Tennessee aprovou um projeto de lei para tornar a Bíblia o livro oficial do Estado em uma votação de 55 a 38, espelhando as conclusões da enquete.

O Republicano Jerry Sexton, um ex-pastor - o qual propôs o projeto de lei - disse em entrevista à mídia local que estava satisfeito com a votação.

"A história vai nos dizer onde estamos sobre isso. Eu sou grato por ter a oportunidade de estar do lado que eu estou", disse Sexton. "Pode ser bom para mim no futuro ou pode não ser, mas está tudo bem. Eu tomei uma decisão hoje e eu me sinto bem com isso".

Dias depois de o projeto de lei ser aprovado pela Câmara, no entanto, o Senado efetivamente o reprovou, enviando-o de novo à Comissão, em uma votação de 22-8.

O líder do Senado, Republicano Mark Norris disse em um comunicado após o fracasso do projeto de lei que não era "o momento nem o lugar agora para aprofundar-se sobre isso no Senado".

Dr. Richard Land, presidente do Seminário Evangélico do Sul e ex-presidente da Comissão de Liberdade e Ética Religiosa, anteriormente disse ao Christian Post que ele não acredita que instituir a Bíblia Sagrada como o livro do Estado seja uma idéia inteligente, não importa qual porcentagem venha a concordar.

"O Estado é supostamente neutro quando se trata de religião. Eu acho que poderia ser argumentado que se Estado declarar oficialmente a Sagrada Escritura de uma religião como o seu livro oficial, isso seria colocar o Estado na lateral ou dando preferência a uma única fé em relação a outras religiões. Eu acho que é provavelmente inconstitucional", disse Land.

Lançada no início desta semana, a pesquisa foi conduzida pelo Centro do Instituto para o Estudo das Instituições Democráticas da Vanderbilt.

1.001 eleitores do Tennessee foram entrevistados na pesquisa, que foi realizada entre 23 de abril e 09 de maio, com uma margem de erro colocado em mais ou menos 4,3%.