25 de abril de 2015

Novo vídeo do Estado Islâmico mostra execução de cerca de 30 cristãos etíopes




Novo vídeo do Estado Islâmico mostra execução de cerca de 30 cristãos etíopes

Parte do grupo foi morto decapitado na praia e outro fuzilado no deserto, ambos na Líbia

O grupo Estado Islâmico (EI) publicou neste domingo (19) um vídeo mostrando cerca de 30 homens, supostamente cristãos etíopes, sendo executados por jihadistas na Líbia, segundo informou a agência de notícias France Press (AFP).
O vídeo, de 29 minutos, postado em sites jihadistas, mostra um grupo de pelo menos 16 homens decapitados em uma praia e um outro grupo de 12 pessoas baleadas à morte em uma área de deserto. Eles são identificados como membros da "Igreja etíope inimiga".
Em meados de fevereiro, o EI divulgou um vídeo que mostra a decapitação em uma praia de 21 homens, a maioria confissão copta egípcia, com uma produção semelhante ao vídeo divulgado neste domingo.
Os 12 homens, com roupas laranja, são levados para a praia antes de serem colocado no chão e decapitados com uma faca. Enquanto isso, em uma área de deserto, 16 homens vestidos de preto são mortos à queima-roupa.
Um homem vestido de preto falou em inglês, enquanto os outros algozes, um atrás de cada prisioneiro, aparecem completamente vestidos em trajes militares, e permanecem em silêncio. Todos estão mascarados. Ele, segurando uma arma, ameaça matar os cristãos 
que não se converterem ao Islã.
As imagens das execuções concluem o vídeo de 29 minutos. Antes, homens apresentados como cristãos sírios aparecem explicando que os jihadistas lhes deram a opção de se converterem ao Islã ou pagar uma multa, e que eles decidiram dar dinheiro.
O vídeo, que ostenta o logotipo da EI, não especifica como ou onde as vítimas foram capturadas. Lembra a gravação que o grupo jihadista transmitiu em meados de fevereiro, em que mostrava a decapitação de 21 homens em uma praia, a maioria egípcios de confissão copta cristã.
O EI controla áreas inteiras da Síria e do Iraque, onde proclamou um califado, em que multiplica assassinatos e execuções. Alguns desses atos são filmados em vídeo e transmitidos - como o deste domingo - como forma de propaganda para os jihadistas.
O grupo ultrarradical fincou raízes na Líbia se aproveitando da desordem em um país onde milícias armadas vagueiam e dois governos rivais tentam se impor. Os jihadistas controlam, entre outras áreas, a região de Sirte, uma cidade costeira a cerca de 450 quilômetros a leste da capital Trípoli.
Etíopes na Líbia
É a primeira vez que o EI filma a execução de etíopes. Quase dois terços da população da Etiópia, um país da África Oriental, é cristã, principalmente ortodoxos coptas, uma comunidade que diz viver no chifre da África desde o século I.
Muitos etíopes fugiram de sua terra natal em busca de trabalho, principalmente com destino à Líbia, onde havia muita mão-de-obra estrangeira antes que o país mergulhasse no caos após a queda do regime de Muammar Khadafi no final de 2011.
Os etíopes também se dirigem à Líbia para, a partir de suas costas marítimas, partirem numa perigosa viagem para a Europa, através do Mediterrâneo.