19 de abril de 2015

Muçulmanos jogam doze imigrantes cristãos no mar



Muçulmanos jogam doze imigrantes cristãos no mar

Agressores foram detidos sob acusação de homicídio múltiplo agravado por ódio religioso

Quinze imigrantes de origem africana e confissão muçulmana foram detidos nesta quinta-feira (16) ao chegar à Sicília, sul da Itália, acusados de terem jogado ao mar doze imigrantes cristãos depois de uma briga no barco em que viajavam, informou a polícia de Palermo.

O fato teria ocorrido no Estreito da Sicília, e as vítimas eram de confissão cristã, ao contrário de seus agressores. As quinze pessoas detidas são acusadas de homicídio múltiplo agravado por ódio religioso", indicou a polícia em um comunicado.
A tragédia aconteceu no estreito da Sicília. Segundo os testemunhos fornecidos à polícia por uma dúzia de refugiados nigerianos e ganeses, que também estavam a bordo da embarcação, uma briga por razões religiosas resultou no crime.
Os sobreviventes explicaram que partiram na terça-feira de manhã da costa da Líbia em um bote inflável, que transportava cerca de 100 passageiros.
"Durante a travessia, os nigerianos e os ganeses, minoritários, ameaçaram jogar no mar cerca de quinze passageiros", segundo o comunicado da polícia.
O motivo seria a raiva dos agressores, motivada "pela fé cristã das vítimas, contrária à fé muçulmana dos agressores. As ameaças se concretizaram e 12 pessoas, todas nigerianas e ganesas, foram jogadas no mar Mediterrâneo, onde sucumbiram".
"Os sobreviventes escaparam da tentativa de afogamento, formando uma corrente humana", indica o comunicado, que cita detalhes apavorantes dados por "testemunhas em lágrimas".
Segundo fontes da justiça, citadas pela imprensa, "esses relatos coerentes" permitiram a reconstituição dos fatos. Algumas fotos foram tiradas a bordo da embarcação.
Outros responsáveis pelo crime podem ser identificados nas próximas horas. A polícia encaminhou um relatório à promotoria de Palermo que tem 48 horas para confirmar as detenções.
Prisões por este motivo são inéditas na Itália. Passadores de imigrantes já foram presos no passado por maltratar ou deixar morrer nos barcos imigrantes, mas não "por razões religiosas".