26 de abril de 2015

Igreja perde ação na justiça contra Walmart por venda de armas




Igreja perde ação na justiça contra Walmart por venda de armas

Armas são expostas como um produto comum, em uma unidade do supermercado, nos EUA
A rede americana de hipermercados Walmart saiu vitoriosa na batalha judicial contra uma das igrejas mais antigas dos Estados Unidos, depois de ter sido pressionada com relação à venda de armas de fogo em suas lojas.
O Tribunal de Apelações dos Estados Unidos reverteu a decisão anterior, que exigia que o Walmart desse abertura para uma proposta de maior fiscalização das vendas de armas de fogo pelos acionistas, na terça-feira (14).
A Trinity Church de Nova York – uma das acionistas do Walmart – se opôs a venda de armas de alta capacidade feita pela empresa, que é do tipo utilizada em assassinatos em massa.
O Rev. Dr. James Cooper, reitor recentemente aposentado da Trinity, explicou que a igreja não buscava proibir a venda de armas no Walmart. A proposta apenas exige que o conselho do Walmart supervisione a venda de “produtos que colocam em perigo a segurança pública e bem-estar, sob o risco de prejudicar a reputação da empresa ou ofender os valores familiares e comunitários integrais para a marca da empresa."
Na terça-feira, o juíz Thomas L. Ambro reverteu a decisão de novembro e concedeu a desocupação de uma liminar contra Walmart, afirmando: "Walmart pode excluir a proposta da Trinity de seus 2.015 materiais."
Novo reitor da Trinity, Rev. Phillip A. Jackson, disse que a igreja iria aguardar o parecer completo do tribunal antes de tomar qualquer decisão sobre a possibilidade de continuar defendendo a supervisão da diretoria dos produtos perigosos no Walmart.
"Estamos decepcionados com a decisão, mas satisfeito por sermos capazes de chamar a atenção para uma importante questão de governança corporativa e responsabilidade social", disse ele. "O Tribunal de Justiça ainda não emitiu um parecer explicando seu raciocínio, e vamos considerar as nossas opções no momento da emissão."