11 de abril de 2015

Após nove meses nos EUA, Sofia faz cirurgia para transplante de órgãos


Após nove meses nos EUA, Sofia faz cirurgia para transplante de órgãos


Por causa de doença rara, ela precisa do transplante de seis órgãos

Depois de nove meses aguardando pelo transplante de seis órgãos nos Estados Unidos, a bebê Sofia Gonçalves de Lacerda, de um ano e três meses, deu entrada no centro cirúrgico na manhã desta sexta-feira (10), no Jackson Memorial Hospital, em Miami. A informação foi confirmada pela mãe da menina, Patrícia de Lacerda, por meio da página oficial em uma rede social.
"É com muita alegria que venho comunicar a todos que nossa bonequinha se encontra neste momento no centro cirúrgico para receber seus novos órgãos. Sim, o anjinho doador apareceu e hoje nossa bonequinha recebe seus novos órgãos", disse a mãe na postagem.
Ao G1, a mãe da menina contou que eles ficaram sabendo sobre o possível doador na quinta-feira (9), por volta das 18h30 (horário de Miami) e, assim, já prepararam a pequena para a cirúrgia. "Ela entrou na sala de cirurgia às 9h30 e agora só pedimos que Deus abençoe a equipe do Dr. Rodrigo durante o procedimento."
Por causa de uma doença rara, Sofia precisa do transplante de seis órgãos: estômago, fígado, pâncreas, intestino delgado, intestino grosso e, provavelmente, um dos rins. Ela precisou ser encaminhada para os EUA, em julho do ano passado, já que a cirurgia não é realizada no Brasil.
"Este dia foi muito esperado não só por nós, pais, mas como por todos vocês. Vamos intensificar nossas orações", escreveu Patrícia.
Expectativa de vida
Devido à complexidade da síndrome Berdon, os médicos estimaram que Sofia não passaria de um ano de vida. Porém, a menina contrariou as estatísticas e a medicina ao completar o seu primeiro ano no dia 24 de dezembro do ano passado. "Quando temos fé, o impossível não existe. Quando temos perseverança, o impossível é possível. E a Sofia continua lutando com fé. Foi um ano de muitas batalhas, muitas dores, muitos procedimentos, mas ela conseguiu vencer, sempre se manteve forte e com o seu sorriso encantador", disse Patrícia na época.
Desde que nasceu, no hospital da Universidade de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, Sofia nunca esteve na casa dos pais. Ela passou pelo Hospital Samaritano, em Sorocaba (SP) e pelo Hospital das Clínicas de São Paulo (SP). E, neste período, passou por três cirurgias, mas ainda necessitava de atendimento especializado para a síndrome rara e para o transplante multivisceral, que não poderia ser realizado no Brasil.
Por conta disso, Sofia foi transferida, em julho do ano passado, para o Jackson Memorial Hospital, em Miami, nos Estados Unidos, especializado nesse tipo de procedimento. Mas isso só foi possível depois de muita luta na Justiça, já que a família da pequena não possui condições financeiras suficientes para arcar com os custos do tratamento fora do país, que está avaliado em R$ 2 milhões.
Em solo americano, Sofia foi incluída na lista de transplante de órgãos e, enquanto aguardava um doador compatível, foi submetida ao um tipo de tratamento específico para a doença, que possibilitou que o bebê pudesse fazer xixi e cocô, o que nunca havia acontecia nos hospitais do Brasil. Além disso, Sofia, que se alimenta apenas por nutrição parenteral - quando uma solução manipulada pelo médico é aplicada diretamente na corrente sanguínea - também pode, enfim, sair do hospital e ir pra "casa".
Em 2011, Schrems apresentou a título pessoal um recurso ante a autoridade irlandesa de proteção da vida privada. Esta autoridade lhe deu razão e solicitou ao Facebook que esclarecesse sua política de proteção de dados.