29 de abril de 2015

Lotados, hospitais de Katmandu chegam ao limite




Lotados, hospitais de Katmandu chegam ao limite

Forte terremoto já matou mais de 5.000 mortos e feriu 11.000 pessoas

Os hospitais de Katmandu estão no limite de sua capacidade, mas feridos de outros distritos do Nepal continuam chegando em busca de atendimento após o terremoto que devastou o país no último sábado (25).
Mais de 5 mil pessoas morreram e 11 mil ficaram feridas após o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu o país. O tremor também deixou quase 100 mortos na Índia e China. A ONU calcula que 8 milhões de habitantes foram afetados pelo terremoto.
À medida que melhoram as comunicações com a capital, as autoridades vão conhecendo a magnitude da catástrofe em outras regiões nepalesas. O fluxo de vítimas com sérios ferimentos em direção aos hospitais de Katmandu não para de aumentar, informa nesta quarta-feira (29) o jornal local "Kantipur".
"O hospital já está lotado pelo número de pacientes, mas pessoas que moram além do Vale (de Katmandu) continuam chegando", afirmou ao jornal o diretor do Hospital Bir, o principal centro médico da capital, Swoyan Prash Pandit.
Mais de 200 pacientes estão no departamento de traumatologia da unidade, e foram mobilizados 300 médicos para atendê-los, de acordo com o diretor, que pediu a chegada imediata de ajuda, pois o hospital está a ponto de ficar sem remédios e outros materiais.
"Não precisamos de dinheiro. Enviem-nos um bom material médico e remédios", disse Pandit, acrescentando que a maior parte dos pacientes chega com cortes na cabeça e ossos fraturados.
Situações similares são registradas em outros centros de saúde da capital.
"Nosso departamento de urgência e emergência tem capacidade para 70 pacientes. Já admitimos 80 que estão em estado grave", afirmou o diretor do Hospital Universitário Tribhuvan, Deepak Mahara.
"Quase todos os remédios estão esgotados. Os materiais também estão prestes a acabar, sobretudo gazes e antibióticos", completou.
O Ministério da Saúde do Nepal informou que em breve enviará o material médico necessário para os hospitais da capital.
A catástrofe colocou no limite um país muito pobre e com um frágil governo. Na segunda-feira (27), o primeiro-ministro, Sushil Koirala, reconheceu que a resposta dada pelas autoridades ao terremoto não foi adequada.
O tremor de sábado foi o de maior magnitude registrado no Nepal em quase 80 anos, além de ter sido o pior que atingiu a região desde 2005, quando um tremor matou mais de 84 mil pessoas na Caxemira, na vizinha Índia.
Irritação
A polícia antidistúrbios do Nepal teve que atuar nesta quarta para conter os habitantes que desejavam deixar Katmandu, em um cenário de muita irritação com a falta de ônibus prometidos pelas autoridades.
Os agentes foram enviados para o principal terminal rodoviário da cidade, onde uma multidão estava reunida com a esperança de usar o serviço especial prometido pelo governo.
Moradores e policiais entraram em conflito quando os habitantes perceberam a ausência de ônibus adicionais.
"Estamos esperando desde o amanhecer. Afirmaram que havia 250 ônibus, mas não vimos nenhum", disse Kishor Kavre, um estudante de 25 anos.
"Temos pressa para ir para cara e encontrar nossas famílias, mas não temos ideia de quando os ônibus estarão aqui. Acredito que o governo tem dificuldades", completou.
Centenas de milhares de pessoas continuam dormindo nas ruas depois que suas casas foram destruídas pelo terremoto de sábado ou ficaram a ponto de desabar.
Dificuldade de acesso
Isso é complementado pela dificuldade de acesso a áreas remotas que foram atingidas. O governo do Nepal afirmou que ainda não pode avaliar a magnitude da tragédia nem quantificar o número total de mortos.
"Não somos capazes de quantificar a situação já que regiões inteiras foram afetadas em locais remotos. Não sabemos quantas pessoas estavam lá quando o terremoto ocorreu", disse à Agência Efe o porta-voz do Ministério do Interior, Laxmi Prasad Dhakal.
De acordo com o porta-voz, 1.200 feridos foram transportados de helicóptero para Katmandu para receber atendimento médico. As equipes de emergência trabalham nas estradas que foram bloqueadas após o tremor de magnitude 7,8 que castigou grande parte do vale central do país asiático.
Os trabalhos de resgate continuam sendo atrapalhados pelo mau tempo e pela falta de capacidade do país em responder um desastre de tal magnitude, enquanto o tempo para encontrar sobreviventes está praticamente se esgotandos

Bebê sobrevive após passar 22 horas soterrado no Nepal




Bebê sobrevive após passar 22 horas soterrado no Nepal

Sonit Awal, de apenas 4 meses, foi resgatado na cidade de Bhaktapur, no Vale de Katmandu
Um bebê foi resgatado após ficar soterrado cerca de 22 horas sob os escombros de uma construção no Nepal depois de o local ter sido atingido por um terremoto, no último sábado. Segundo informações da agência CNN, o menino, de apenas 4 meses, foi avaliado por médicos e, segundo avaliações premilinares, passa bem, sem ter sofrido danos nos órgãos internos.
O site local Kathmandu Today informou que o resgate foi feito por militares do exército nepalês, que já tinha haviam deixado o local por não acreditaram na existência de sobreviventes no perímetro. No entanto, horas depois, choros do bebê foram ouvidos e o trabalho para salvá-lo começou.
O site divulgou fotografias que mostram o momento da ação. Ainda não há informações sobre parentes do menino e qual o paradeiro dele após o resgate.
Segundo o último balanço divulgado pelo Ministério do Interior do Nepal, o número de mortos pelo terremoto já superou os 5 mil e o de feridos chegou a 11 mil. Porém, outros salvamentos dramáticos foram destaque na mídia internacional nos últimos dias.
Rishi Khanal, de 28 anos, foi resgatado por uma equipe de franceses e pela polícia nepalesa, que trabalharam durante 10 horas para libertar o jovem. Ele ficou 82 horas soterrado depois do desabamento de um edifício em Katmandu.
Em outro resgate, na última segunda-feira, uma paraplégica, de 32 anos, foi salva depois de passar 50 horas sob os escombros de sua própria casa, também em Katmandu.
O terremoto de magnitude 7,8 graus que devastou o Nepal. O trabalho de resgate ainda acontece em diversos ponto do local.

Pessoas desaparecem todos os dias na Eritreia




Pessoas desaparecem todos os dias na Eritreia

País ocupa o 9º lugar na Classificação a Perseguição Religiosa 2015
Eritreus e sírios são as nacionalidades mais comuns encontradas entre aqueles que se arriscam na travessia marítima do norte da África para a Europa.
Entre os 800 imigrantes que se afogaram quando seu navio naufragou na costa italiana, havia cerca de 150 da Eritreia.
O jornal The Guardian publicou um artigo no qual se refere a muitos refugiados eritreus não como são chamados comumente, de "migrantes económicos", mas pessoas que estão desesperadas pela liberdade. "Na Eritreia as pessoas têm medo até de falar com a própria família," disse Sofia ao repórter. "A pessoa ao meu lado [em um café] pode ser um espião, e estar olhando para o que eu estou fazendo. Pessoas desaparecem todos os dias."
Ela conta uma história arrepiante de como uma amiga cometeu o erro inocente de puxar conversa com um homem em um café que mais tarde acabou por ser da embaixada da Líbia. "Eles estavam apenas conversando. Mas disseram que ela era uma espiã, passando informações para ele. Nós não sabemos o que aconteceu com ela. Ela está na prisão até agora. Um dia eles nos disseram que ela estava no hospital com pressão arterial alta, mas estávamos com tanto medo que nós não fomos visitá-la porque temíamos que eles nos prendessem também. "
A Eritreia ocupa o 9º lugar na Classificação da Perseguição Religiosa. A "Frente Popular para a Democracia e Justiça" exerce um controle absoluto sobre seus cidadãos, incluindo a sua vida religiosa. Todos os grupos religiosos devem ser registrados. Os cristãos são considerados uma ameaça para o Estado; suas casas são atacadas, e eles são torturados, espancados e presos em condições horríveis. Alguns são detidos em contêineres de metal em altas temperaturas.
Uma mulher cristã que foi presa por seguir a Jesus, foi colocada em uma pequena cela com outras 55 mulheres.
"Estávamos tão amontoadas dentro da cela, que não poderíamos sentar corretamente, e muito menos nos deitar para dormir", disse ela à Portas Abertas. "Fomos forçadas a trabalhar longas horas sem descanso. Meu comandante imediato foi especialmente cruel."
"Em um sonho, uma noite, me vi lutando com um homem muito forte e eu o derrotei. No sonho, eu estava surpresa com a minha força e me perguntei como eu tinha conseguido derrotá-lo."
Um colaborador da Portas Abertas nos disse: "A nossa oração é que a Comissão de Inquérito traga uma maior consciência da situação de eritreus em geral, e os cristãos em particular, e ajude a promover a mudança para os nossos irmãos e irmãs no país. Queremos ver os cristãos terem liberdade para adorar nosso Senhor Jesus abertamente ".

Mulheres e meninas são resgatadas por Exército nigeriano




Mulheres e meninas são resgatadas por Exército nigeriano

A Nigéria é o 10º país na Classificação a Perseguição Religiosa 2015
O Exército da Nigéria anunciou ontem (28) o resgate de 293 mulheres e meninas sequestradas pelo grupo radical islâmico, Boho Haram, no bosque de Sambisa, considerado base do grupo terrorista.
Autoridades nigerianas informaram que ainda não é possível confirmar se as meninas do Chibok, sequestradas há pouco mais de um ano por esse mesmo grupo a cerca de 100 quilômetros de Sambisa, estejam entre as libertadas. O porta-voz do Exército, Chris Olukolade, assegurou que as vítimas estão sendo submetidas a um processo de identificação.
Desde fevereiro, quando o Exército nigeriano e governos regionais lançaram uma ofensiva conjunta contra o grupo, várias ações têm obtido sucesso. A Nigéria recebe apoio dos vizinhos Níger, Chade e Camarões e a libertação dessas 293 mulheres pode ser considerada como o ápice dessa força conjunta.
O Boko Haram, que ainda controla amplas áreas do Norte da Nigéria de maioria muçulmana, acaba de jurar fidelidade ao grupo terrorista Estado Islâmico, que proclamou um "califado" em zonas do Iraque e da Síria.

Missionária chinesa participa de Tarde de Oração




Missionária chinesa participa de Tarde de Oração

Ela compartilhou suas experiências como missionária em viagens ao Paquistão, Coreia do Norte e ao Oriente Médio
O ministério de mulheres da Portas Abertas organizou ontem, dia 28 de abril, mais uma Tarde de Oração na cidade de São Paulo. Cerca de 60 pessoas participaram de um momento de louvor e comunhão, que contou com a participação de uma missionária chinesa.
Candy* compartilhou suas experiências como missionária em viagens ao Paquistão, Coreia do Norte e ao Oriente Médio. As irmãs que participaram da Tarde de Oração foram convidadas a pensar sobre a importância de ouvir o chamado do Senhor. “Não ache que você é muito pequena. Suas orações são poderosas e quero animar vocês e convidá-las para orarmos juntas. Nós precisamos das suas orações. Hoje o Senhor chamou você para servir a Ele, ainda que você tenha suas limitações ou não se ache qualificada. O Senhor usa você e, por isso, você deve orar”, explicou.
O papel que as mulheres ocupam em outros lugares do mundo, contado por Candy, impactou as brasileiras que participaram da Tarde de Oração. Na Coreia do Norte e também em países do mundo muçulmano, por exemplo, os direitos humanos das mulheres não são respeitados,  assim como essas mulheres não têm esperança e motivos para sorrir.
“Em uma das visitas à Coreia do Norte”, ela conta, “vi uma menina na rua e dei a ela balas e biscoitos. Disse a ela: ‘Eu amo você. Jesus ama você.’ Quando falei isso ela fugiu. Algum tempo depois, me explicaram que na Coreia do Norte nem mesmo nas famílias as pessoas dizem ‘eu te amo’, porque não existe relações de confiança. Entendi que a menina se assustou porque ela não sabia o significado da palavra amor.” 
*Nome foi alterado por motivo de segurança
 Pedidos de oração:
- Lembre-se de orar pelo Corpo de Cristo que enfrenta perseguição de diferentes formas ao redor do mundo.
- Que aqueles que nunca ouviram falar de Jesus, o conheçam e encontrem nele esperança e amor.
- Ore também pelos pastores e líderes que precisam de cura emocional e espiritual por lidarem com situações tão extremas.

Boko Haram muda nome para `Província do Estado Islâmico na África Ocidental´




Boko Haram muda nome para `Província do Estado Islâmico na África Ocidental´

Militantes já prometeram lealdade ao Estado Islâmico (EI), e continuam seus ataques às cidades nigerianas com o objetivo de estabelecer um califado na África
O grupo terrorista Boko Haram, que há quase seis anos vem realizando ataques na região da Nigéria, mudou seu nome para “Islamic State's West Africa Province”, ou Província do Estado Islâmico na África Ocidental, em tradução livre. Os militantes jáprometeram lealdade ao Estado Islâmico (EI), e continuam seus ataques às cidades nigerianas com o objetivo de estabelecer um califado na África.
O novo nome começou a ser divulgado pela liderança do Boko Haram nas mídias sociais do EI, em materiais de propaganda. O nome Boko Haram significa "a educação ocidental é proibida". Seu nome oficial anterior era Jama'atu Ahlis Sunna wal-Jihad Lidda'awati, em árabe, que se traduz como "pessoas comprometidas com a propagação dos ensinamentos do profeta e da jihad."
Enquanto Boko Haram centralizou seus esforços na Nigéria e tentou, sem muito sucesso, invadir países vizinhos, o EI conquistou territórios significativos no Iraque e na Síria, e está estabelecendo uma forte presença na Líbia e em outros países da região.
O EI afirmou que sua missão é estabelecer um califado islâmico e, eventualmente, conquistar a Europa e os Estados Unidos. Assim como Boko Haram, cristãos são o alvo mais forte de seus ataques. 
Boko Haram vem adaptando parte da tática do EI. Em março, publicou seu primeiro vídeo de decapitação pública, onde executou dois homens que alegaram ser espiões.

Cristãos no Níger ainda tentam se recuperar de ataques a igrejas




Cristãos no Níger ainda tentam se recuperar de ataques a igrejas

Multidões de muçulmanos enfurecidos queimaram e destruíram um total de 69 igrejas
Grande parte dos meios de comunicação ocidentais ignora a dura hostilidade dirigida contra os cristãos na África, em geral. Depois dos ataques de 16 de janeiro por parte de membros do islamismo radical, que saquearam e queimaram cerca de 70 igrejas e dezenas de outras casas e empresas cristãs no Níger, a comunidade cristã ainda tenta se reerguer.
Em paralelo ao Al-Shabaab, o Estado Islâmico e o Boko Haram, que são vistos frequentemente nas manchetes por perseguirem os seguidores de Jesus na África, os cristãos ainda estão sofrendo no Níger. Após o ataque islamita na revista satírica francesa Charlie Hebdo, em janeiro, os muçulmanos queimaram dezenas de igrejas no Níger, deixando inúmeros cristãos desabrigados e sem um prédio para adorar ao Senhor aos domingos.
A publicação francesa satírica Charlie Hebdo publicou uma charge do profeta muçulmano Maomé; em retaliação, seu escritório em Paris foi posteriormente atacado, em 7 de janeiro, por dois pistoleiros muçulmanos, matando 12 pessoas.
Como resposta ao ataque, a Charlie Hebdo publicou uma charge provocativa do profeta Maomé que desencadeou ataques contra os cristãos e suas igrejas no Níger em 17 de janeiro.
Multidões de muçulmanos enfurecidos queimaram e destruíram um total de 69 igrejas, bem como inúmeros lares cristãos, e matou 10 pessoas na violência que atingiu a capital do país, Niamey.

Atraso no processo de transição preocupa cristãos do Nepal



Atraso no processo de transição preocupa cristãos do Nepal
Com os tremores de terra e terremoto que ocorreram no país no último final de semana, deixando milhares de mortos, organizações de todo o mundo se levantaram para ajudar o Nepal que ainda é um dos mais pobres e isolados países da Ásia. Apesar da imagem turística atraente para alpinistas e mochileiros, principamente do ocidente, o Nepal ainda está superando o legado de mais de 10 anos de insurgência maoísta e a abolição definitiva de sua monarquia.
O país de maioria hindu ainda tenta estabelecer a sua nova Constituição, um tratado fundamental com os maoístas no final da guerra civil.
“Não há muito mais o que ser discutido antes de partidos políticos do Nepal chegarem  a um consenso sobre o que Constituição”, relatou um líder de um dos partidos do governo na semana passada. KP Sharma Oli do partido marxista-leninista United disse que é improvável que isso esteja pronto até a última data dada como prazo, 29 de maio, e que o país pode até ter que esperar mais um ano. 
Estes novos atrasos preocupam os cristãos do país esperançosos que a nova Constituição irá garantir-lhes igualdade de direitos e liberdades religiosas. Os cristãos esperavam que antes de 13 de abril, esse assunto já tivesse concluído. Representando 3% da população nepalesa, os cristãos, que já enfrentam a perseguição e desigualdades há décadas, não têm certeza sobre o seu futuro. 
Segundo K.B. Rokaya, um ex-membro da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Nepal a Constituição tem que garantir que haverá plena liberdade religiosa porque a laicidade não significa sempre a liberdade religiosa, como já foi comprovado em outras partes do mundo. “Temos que definir pela plena liberdade religiosa, que cada cidadão tenha liberdade de escolher sua religião e que eles sejam verdadeiramente livres para compartilhas sua fé com outras pessoas”, conclui. 
"Nós definimos a plena liberdade religiosa ... o conselho inter-religioso no Nepal, também falou sobre este e outros grupos religiosos minoritários ... o que temos definido é que cada cidadão terá a liberdade de escolher a religião de sua escolha, o número um . O número dois é que as pessoas serão livres para compartilhar sua fé com seus concidadãos. E, em seguida, também, as pessoas devem ter a liberdade de não acreditar em nenhuma religião. "
E quando os cristãos no Nepal falam sobre o direito de praticar a sua fé, se referem ao direito de abrir e frequentar igrejas, bem como o direito de enterrar seus mortos, que tem sido negado pela autoridade vigente. 
Pedidos de Oração
  • Ore para que os nepaleses sejam consolados pelas mortes dos milhares de cidadãos, devido ao terremoto no último final de semana.
  • Que os cristãos possam testemunhar do amor de Deus àqueles que estão feridos e às famílias dos que morreram
  • Clame a Deus por misericórdia e graça sobre esse país

Começa hoje a Semana pela Liberdade na Coreia do Norte




Começa hoje a Semana pela Liberdade na Coreia do Norte

País ocupa o 1º lugar na Classificação a Perseguição Religiosa 2015

Ao longo desta semana, pessoas de todo o mundo se reunirão em Washington para reconhecer o sofrimento dos refugiados norte-coreanos e os prisioneiros de consciência, entre eles, milhares de cristãos.
A Semana pela Liberdade na Coreia do Norte (NKFW, sigla em inglês) é parte de um esforço anual para sensibilizar para as trágicas violações dos direitos humanos realizadas contra o povo da Coreia do Norte. A NKFW é patrocinada pela Coligação pela Liberdade na Coreia do Norte, um grupo de mais de 40 ONGs não partidárias, das quais a Portas Abertas nos Estados Unidos é membro. 
Os membros da coalizão são todos de partidos políticos e confissões religiosas, mas compartilham a visão de que a promoção dos direitos humanos na Coreia do Norte deve ser o foco principal de todas as decisões políticas que envolvem a Coreia do Norte.
Entre aqueles que integram os eventos da Semana em Washington há uma delegação de desertores norte-coreanos, indivíduos que sofreram sob o regime e que irão compartilhar suas experiências em primeira mão.
A programação inclui várias atividades, tais como vigílias de oração, audiências no Congresso e um comício. Desertores norte-coreanos irão partilhar as suas histórias em vários eventos ao longo da semana. 
Pelo 13º ano consecutivo, a Coreia do Norte é classificada como o país mais opressor aos cristãos, ocupando a primeira posição na Classificação da Perseguição Religiosa da Portas Abertas, em 2015. A adoração obrigatória ao líder Kim Jong-Um e seus antecessores deixa pouco espaço para quaisquer outras religiões, e os cristãos enfrentam uma pressão inimaginável em todas as esferas da vida. Continue a orar pelos mais de 50 mil cristãos encarcerados em campos de trabalho forçado da Coreia do Norte.

Cristãos adoram a Deus escondido por causa da guerra no Iêmen




Cristãos adoram a Deus escondido por causa da guerra no Iêmen

Reuniões religiosas estão sendo realizadas no porão da casa dos cristãos que ainda permanecem no país
A guerra que começou desde março no Iêmen tem forçado os cristãos a adorar em segredo, a fim de garantir a segurança da comunidade religiosa. O líder cristão Paul Hinder revelou que alguns dos cristãos que permanecem no país estão sendo obrigados a realizar os serviços religiosos no porão de uma casa a capital Sanaa, como garantia de suas segurança até que o conflito possa ter um fim, conforme informações de um artigo publicado no periódico Catholic Herald.
Hilder disse que os cristãos de um modo geral não estão sendo ameaçados diretamente pelo conflito, mas apenas os estrangeiros que foram intimados a “deixar o país”.
A publicação no periódico afirma que os cristãos no Iêmen são formados principalmente pelos estrangeiros vindos da Índia, que estão no país a procura de conseguir emprego.
O líder cristão também disse que é preciso que as facções que estão em guerra precisam concordar com um cessar-fogo temporário para que os estrangeiros tenham possibilidade de deixar o Iêmen, conforme solicitado pelas Nações Unidas.
O conflito no Iêmen é o último de uma série de conflitos no Oriente Médio desde a conhecida Primavera Árabe em 2011, quando os rebeldes Houthi invadiram a capital e derrubou o presidente Abdu Rabu Mansour Hadi do poder.
Hadi, em seguida, procurou a ajuda de aliados regionais, incluído a Arábia Saudita, para retornar à presidência. Em resposta ao pedido do presidente deposto, os bombardeios da Arábia Saudita lançaram ataques aéreos em março para eliminar os rebeldes Houthi, que afirmam ter o apoio do povo do Iêmen para manter o contra ataque.
A Organização Mundial da Saúde disse na última terça-feira que a violência já custou mais de 944 vidas desde o início dos ataques aéreos no Iêmen e já contabilizam mais de 3.500 feridos.
Assista o vídeo/matéria abaixo, sobre a atual situação do conflito, publicado pela euronews.com na última quinta-feira, 23 de abril.

Cristãos no Oriente Médio estão sendo `erradicados´, diz premiê francês




Cristãos no Oriente Médio estão sendo `erradicados´, diz premiê francês

Pelo menos 300 mil cristãos fugiram da Síria desde o início da guerra em 2011
O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, considerou nesta sexta-feira (24) que os cristãos no Oriente Médio "estão sendo erradicados" e pediu "o fim do extermínio" conduzido pelo grupo Estado Islâmico, principalmente no Iraque e na Síria.
"Devemos dar nome às coisas, estabelecer a verdade: os cristãos do Oriente Médio – o que é também o caso de outras minorias – estão sendo erradicados nesta região por meio deste terrorismo arrasador", declarou durante uma cerimônia em Paris pelo centenário dos massacres que deixaram 1,5 milhão de mortos entre seus ancestrais pelo Império Otomano.
"O destino dessas pessoas foi discutido no Conselho de Segurança da ONU pela primeira vez há algumas semanas, por iniciativa da França. Temos de pôr fim ao extermínio realizado pelo Daesh", insistiu, utilizando a sigla em árabe do grupo Estado Islâmico (EI).
"Não devemos esquecer os genocídios, e isso também significa fazer de tudo para evitá-los, enquanto ainda há tempo", acrescentou o chefe de governo, pedindo "vigilância para o destino dos armênios na Síria".
Pelo menos 300 mil cristãos fugiram da Síria desde o início da guerra, em 2011, e restam apenas cerca de 400 mil cristãos no Iraque, contra cerca de 1,4 milhão existentes em 1987.

Após reclamações de muçulmanos, Universidade dos EUA cancela exibição de filme e Franklin Graham critica decisão




Após reclamações de muçulmanos, Universidade dos EUA cancela exibição de filme e Franklin Graham critica decisão

Filme baseado em fatos reais conta parte história do fuzileiro naval Chris Kyle, que serviu em várias missões no Iraque
Na última sexta-feira, o reverendo Franklin Graham criticou a diretoria da Universidade de Maryland - nas proximidades de Washington, D.C - que cedeu à pressão de estudantes de confissão islâmica e cancelou a exibição do filme "American Sniper" ("Sniper Americano").
Por meio de sua página oficial do Facebook, o pastor lamentou o fato ter acontecido, ainda mais às vésperas de uma visita que faria a veteranos de guerra.
"Vocês podem acreditar que a Universidade de Maryland cancelou uma exibição do filme 'Sniper Americano' após estudantes muçulmanos terem reclamado? Esta tarde eu vou me encontrar com veteranos de guerra feridos e seus cônjuges que serviram esta nação com honra - lutando para preservar as nossas liberdades e muitas vezes derramando o seu próprio sangue", escreveu.
"A Universidade de Maryland devia se envergonhar por dar ouvidos a estes alunos! Se estes estudantes muçulmanos não podem apoiar os membros das Forças Armadas que fazem o seu trabalho para nos proteger, então deixemos que eles saiam da América e vão para um país muçulmano".
Os comentários do presidente da Associação Evangelística Billy Graham vieram como resposta à Associação de Estudantes Muçulmanos da Universidade de Maryland, que solicitaram que instituição cancelasse a exibição do filme.
Dirigido por Clint Eastwood, o filme baseado em fatos reais conta parte história do fuzileiro naval Chris Kyle, que serviu em várias missões no Iraque e é reconhecido como o atirador mais letal da história militar americana.
Os estudantes muçulmanos argumentaram em uma petição online que o filme promove a "islamofobia" e o "escárnio da dor das vítimas da guerra no Iraque".
"Esta propaganda de guerra disfarçada de arte revela uma ideologia nacionalista islamofóbica, violenta e racista não tão discreta. Uma simples busca no Google irá dar-lhes centenas de artigos que mergulham em sentimentos anti-árabes e anti-islâmicos, que este filme tem alimentado. Sua visceral narrativa ajuda a proliferar a marginalização dos vários grupos e comunidades - muitos dos quais existem aqui na Universidade de Maryland", disse parte do texto da petição.
O departamento de eventos da universidade explicou em um comunicado online que a instituição de ensino teria adiado as sessões do filmem depois de se reunir com grupos de estudantes interessados, mas se empenhará em "possivelmente criar um evento no qual os estudantes possam se envolver em diálogos construtivos e moderados sobre os temas polêmicos propostos no filme".
A escola insistiu que apoia a liberdade de expressão e disse que espera "criar espaço para a veiculação de pontos de vista opostos e diferentes percepções".
Breyer Hillegas, presidente dos Republicanos Universitários disse à Fox News que era errado que a Universidade cancelasse a sessão.
"As universidades estão sempre tentando satisfazer visão do politicamente correto e se preocupa com quem possa ofender - ao invés de defender os princípios e a Primeira Emenda da Constituição", disse Hillegas.
"Se a universidade impede que um filme como esse seja mostrado promove a intolerância e sufoca diálogo e debate, indo diretamente contra a atmosfera que a Universidade de Maryland deveria apoiar", acrescentou.

Menor Bíblia do mundo é do tamanho de uma cabeça de alfinete




Menor Bíblia do mundo é do tamanho de uma cabeça de alfinete

Nano-Bíblia hebraica pode ser lida, se texto for ampliado em 10 mil vezes

Uma cópia da bíblia hebraica do tamanho de uma cabeça de alfinete está sendo exposta no Museu de Israel em Jerusalém. Veja o vídeo.
A chamada nano-bíblia - a menor versão do livro religioso no mundo - contém 1,2 milhão de caracteres esculpidos em um chip envolto em ouro.
"Escrito" com raios de íon por engenheiros do Technion (Instituto Israelense de Tecnologia), em Haifa, o "livro" está sendo exposto por ocasião do 50º aniversário do museu.
"Se você ampliar as letras em pelo menos dez mil vezes, poderá ler os caracteres", diz Adolfo Roitman, um dos curadores do museu.
A versão tecnológica se encontra na seção do museu chamada Templo do Livro, que abriga também os Manuscritos do Mar Morto, as mais antigas escrituras da bíblia já encontradas.

Soldado dos EUA é batizado no rio Eufrates, durante guerra no Iraque




Soldado dos EUA é batizado no rio Eufrates, durante guerra no Iraque

Stromberg estava em missão com seus companheiros de unidade militar e teve a oportunidade de ser batizado pelo capelão do exército
Stephen Stromberg como é identificado o soldado através da conta do YouTube, onde ele mesmo publicou o vídeo em novembro de 2014, mostra o soldado bastante feliz em estar testemunhando por meio do batismo sua fé em Cristo Jesus, diante dos seus companheiros de unidade que estavam no Iraque no ano de 2006,  onde o país estava passando por um período triste de guerra.
Ao estar passando pelas margens do rio Eufrates, rio que é citado nas Escrituras Sagradas, viu a oportunidade de ser batizado pelo capelão do exército que estava junto com a unidade.
Stephen Stromberg na descrição do vídeo postado como testemunho de vida e fé, diz que aquele dia, foi um momento “poderoso” em sua vida.
“Este é o batismo de um cristão do Exército Americano no rio Eufrates, perto de Rawah Anbar, no Iraque. Foi um dia poderoso na minha vida, vale a pena compartilhar com o mundo”, escreveu Stephen.
Quando acontecia a cerimônia, as condições do tempo estavam bastante ruins, com vento forte e muita poeira. Mas o soldado, o capelão e auxiliar, após toda preparação, entram na água desarmados e vulneráveis. A confiança foi total em Deus para livrá-los de um ataque repentino daquelas terras povoada por extremistas islâmicos.
A água, como podemos ver estava bastante gelada, mas ninguém recua e Stephen é mergulhado nas águas do rio Eufrates, testemunhando a todos da sua unidade a sua fé, e agora por meio do vídeo, para o mundo.
A área onde Stephen foi batizado, a partir de 2014 foi violentamente tomada e grande parte dela controlada pelo grupo radical Islâmico EI (Estado Islâmico), o qual está até hoje espalhando ódio e terror, contra todos aqueles que eles acham ser contrários a sua crença.
O vídeo/testemunho já foi visualizado desde a sua publicação mais de 50 mil vezes e o seu autor, pede e espera que ele seja compartilhado, para aumentar a fé daqueles que assistam.
Assista o vídeo, com uma edição bem simples, mas com uma alta qualidade de fé, demostrada pelo Stephen e os que conduziram o batismo.

Saiba como vivem os cristãos da Etiópia, uma das nações mais antigas




Saiba como vivem os cristãos da Etiópia, uma das nações mais antigas

País está classificado como o 22º mais opressor aos cristãos no mundo
Recentemente, mais de 30 cristãos etíopes foram mortos pelo Estado Islâmico na Líbia. 22º país mais opressor aos cristãos, a perseguição na Etiópia se origina de diversas fontes: religiosa, política, tribal e comunitária. Nesse contexto, é muito importante fornecer formação educacional e profissional a esses irmãos, oprimidos pela intolerância.
Ao contrário da Nigéria, que tem apenas cem anos de formação como país, a Etiópia é uma das nações mais antigas do mundo. Os historiadores apontam seu início com Cuxe, neto de Noé (Gn 10.6).
O cristianismo tem raízes profundas na história da Etiópia, lançadas principalmente pela Igreja Ortodoxa Etíope. Hoje, essa igreja está bastante ligada ao Estado, o que gera interesses políticos no dia a dia dela. Por outro lado, os protestantes, que chegaram ao país há apenas duzentos anos, são independentes do governo. Por isso, são vistos com reservas. Muitos ortodoxos, e também muçulmanos, têm se convertido e se juntado à Igreja protestante, gerando ódio e perseguição por parte das autoridades do governo, da Igreja Ortodoxa e das famílias islâmicas.
Foi nesse contexto que Pedro*, um supervisor de projetos da Portas Abertas, encontrou um projeto de geração de renda bastante especial. Trata-se de um pequeno sítio produtor de laticínios que também produz carne suína. O objetivo do projeto é fornecer a evangelistas locais uma fonte de renda, a fim de não dependerem de doações para realizar seu ministério de pregar a Palavra. Eles trabalham meio período e no restante do tempo atuam como evangelistas. Além deles, há outros funcionários cristãos que retiram do sítio o seu sustento.
“Fiquei impressionado com o fato de o projeto ter sido idealizado por um pastor da cidade. Ele mesmo desenhou o conceito do sítio, a forma como funcionaria, e apresentou o esboço para um colaborador da Portas Abertas, a fim de obter investimento para sua ideia. O projeto foi aprovado”, conta Pedro. O supervisor também ficou admirado com a maneira que o trabalho no sítio é conduzido.
“Eles têm um controle preciso da vida dos animais. Registram dados da chegada do animal, as condições dele, sua produção e vida útil.” O trabalho é feito com tanto profissionalismo que se tornou modelo para projetos similares na Etiópia.
O produto do sítio é vendido nos mercados da cidade e desfruta de boa credibilidade junto à população.
*Nome alterado por motivos de segurança.

Em audiência jurídica na Malásia o uso da palavra `Alá´ é discutido mais uma vez




Em audiência jurídica na Malásia o uso da palavra `Alá´ é discutido mais uma vez

Na audiência, porém, não foi possível acordar uma decisão para o caso
Na última quinta-feira, 23 de abril, o Tribunal de Recurso da Malásia ouviu o apelo feito por uma cristã pelo direito de usar a palavra “Alá” (termo árabe usado para ”Deus”). Na audiência, porém, não foi possível acordar uma decisão. Os três juízes não deram uma razão para o adiamento da conclusão do caso.
O advogado de Jill Ireland argumentou que ela tem o direito previsto na Constituição para a prática de sua liberdade de religião. Ela é de Sarawak, Malásia Oriental, que é 42% cristã: em sua língua malaia, "Alá" foi usado por cristãos há mais de 100 anos.
Jill tem argumentado contra o governo malaio depois de seus oito CDs terem sido confiscados em 2008. No mês passado, ela ganhou o processo contra o Conselho Islâmico de Lumpur Kuala.
Em paralelo, tem sido debatido nos tribunais outro caso, semelhante a esse, sobre o direito do jornal semanal Herald de usar a palavra "Alá" para "Deus".
No entanto, o seu editor, Lawrence Andrew, perdeu uma batalha legal de sete anos, em 21 de janeiro, quando o Tribunal Federal finalmente determinou que ele já pode chamar Deus de "Alá" em sua publicação. Nessa decisão, o Tribunal Federal concordou com o governo que o uso de "Alá" no Herald iria confundir muçulmanos malaios e, portanto, promover negativamente a fé cristã entre eles.

Após terremoto devastador no Nepal, missionária brasileira envia notícias: `Ainda sentimos tremores´




Após terremoto devastador no Nepal, missionária brasileira envia notícias: `Ainda sentimos tremores´

Em áudio, missionária fala sobre sua situação, de sua família e também da Organização Cristã onde trabalha atualmente

Neste sábado (25), o Nepal foi surpreendido por um devastador terremoto, que está sendo considerado o pior dos últimos 80 anos (magnitude de 7,8) já registrou mais 1.150 mortos e pelo menos 1,7 mil feridos.
A missionária brasileira, Kelly Pineiro Bevilacqua, enviou um arquivo de áudio com notícias sobre sua situação, de sua família e também da Organização Cristã onde trabalha atualmente, naquele país.
"Todo mundo do nosso ministério está bem, graças a Deus. Foi um susto muito grande. Todas as casas tremeram bastante. A maioria das nossas crianças estavam na igreja, na hora [do terremoto]. Foi muito difícil voltar para casa, porque as ruas racharam. Nós estamos dormindo dentro de carros. Estamos todos sob alerta, porque ainda sentimos tremores. Estamos todos bem, mas com muito medo, porque morreram muitas pessoas aqui", relatou.
Kelly é natural de Mogi das Cruzes (SP), tem 42 anos e é casada com Marcelo Bevilacqua. O casal ainda estava em clima de celebração pela chegada do filho Pedro, de apenas 11 dias de vida.
Por conta do nascimento da criança, a mãe de Kelly (Ivone Prieto Piñeiro) e o irmão de Marcelo (Gilson Alves Bevilacqua) visitavam o casal nesta ocasião.
Segundo mensagens enviadas por Kelly para o celular da irmã, que mora em Mogi das Cruzes, Renata Rubilar, nesta madrugada, todos estão bem.
“Rê teve terremoto, mas estamos bem, graças a Deus”, dizia a breve mensagem enviada pelo whatsapp.
A missionária ainda contou que pela falta de energia elétrica na região atingida (uma área entre a capital, Kathmandu, e a cidade de Pkhara), o uso do celular tem sido mais controlado por todos, conservando assim a bateria por mais tempo.
O marido, Marcelo, também entrou em contato com a família dele, informando que todos estão bem, bem como as garotas do projeto missionário e social no qual atuam.
"Meninas dos Olhos de Deus"
Kelly e Marcelo trabalham na Organização Missionária Cristã, chamada "Meninas dos Olhos de Deus".
A missão foi fundada no ano 2000 por brasileiros e tem como objetivo combater o tráfico humano - prática ainda muito comum na região.
A organização resgata garotas nativas do Nepal, vendidas pelos pais como escravas sexuais ou outros tipos de trabalho escravo, na Índia. Na missão, estas garotas passam a ter abrigo, saúde e educação básica, até que possam ser reintegradas às suas famílias, adotadas ou consigam levar uma vida independente. O projeto atende crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos, e também garotos e parentes das jovens assistidas.

Em Manaus, 1.820 cristãos ouviram sobre a Igreja Perseguida




Em Manaus, 1.820 cristãos ouviram sobre a Igreja Perseguida

Treze igrejas receberam a Portas Abertas no último Fim de Semana da Igreja Perseguida, entre os dias 10 e 13 de abril
Saulo, por sua vez, devastava a igreja. Indo de casa em casa, arrastava homens e mulheres e os lançava na prisão. Os que haviam sido dispersos pregavam a palavra por onde quer que fossem.” Atos 8.3-4
Uma das missões da Portas Abertas é fazer a causa dos cristãos perseguidos conhecida pelas igrejas no Brasil. Assim, mais irmãos são mobilizados a orar, contribuir, visitar e fortalecer a Igreja Perseguida em suas necessidades. Juntos, nós podemos apoiá-los.
No início de abril, representantes dos ministérios da Portas Abertas visitaram igrejas em Manaus; mais de 1.800 cristãos foram convidados a servir parte do Corpo de Cristo que enfrenta forte opressão por sua fé em Jesus.

Argelino preso na França `planejava atacar igrejas´




Argelino preso na França `planejava atacar igrejas´

Jovem de 24 anos foi preso no sudeste de Paris por posse de armas de fogo
Um jovem argelino de 24 anos foi preso no sudeste de Paris por posse de armas de fogo, outras armas e coletes à prova de balas. Ele disse à polícia que estava planejando atacar "uma ou mais igrejas".
O ministro do Interior francês disse que o estudante de tecnologia da informação já havia chegado ao conhecimento das autoridades francesas por seu interesse de ir para a Síria.
A polícia tinha feito verificações sobre ele em 2014 e 2015, sem encontrar nada que justificasse uma investigação mais aprofundada.
Na Argélia, a pequena, porém, crescente população cristã se sentiu ameaçada por militantes islâmicos depois de um turista francês ter sido morto em outubro de 2014.

26 de abril de 2015

História da Vida e Perseguições de Martinho Lutero




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Este ilustre alemão, teólogo e reformador da Igreja, filho de Juan Lutero e Margarita Ziegler, nasceu em Eisleben, uma cidade da Saxônia, no condado de Mansfield, no dia 10 de novembro de 1483.
A posição e condição de seus pais eram originalmente humildes, e a profissão de seu genitor era trabalhar nas minas; porém, é provável que por seu esforço e trabalho ajuntara uma fortuna para a sua família, porquanto, posteriormente, chegou a ser um magistrado de classe e dignidade. Lutero foi prontamente iniciado nos estudos, e aos treze anos de idade foi enviado a uma escola de Magdeburgo, e dali a Eisenach, na Turíngia, onde permaneceu por quatro anos, onde demonstrou as primeiras indicações de sua futura eminência.
Em 1501, foi enviado à Universidade de Erfurt, onde passou pelos costumeiros cursos de lógica e filosofia. Aos vinte anos de idade, recebeu o título de licenciado, e passou logo a ensinar a física de Aristóteles, ética e outros assuntos ligados à filosofia. Posteriormente, por indicação de seus pais, dedicou-se à lei civil, a fim de trabalhar como advogado; porém, foi separado desta atividade devido ao incidente relatado a seguir.
Ao andar certo dia pelos campos, foi lançado ao solo por um raio, enquanto um amigo morreu ao seu lado. Este fato afetou-o de tal modo que, sem comunicar o seu propósito a algum de seus amigos, retirou-se do mundo e enclausurou-se junto à ordem dos eremitas de Santo Agostinho.
Dedicou-se ali à leitura das obras de Santo Agostinho e dos escolásticos; porém, ao vasculhar a biblioteca, encontrou, acidentalmente, uma cópia da Bíblia latina que jamais havia visto antes. Esta atraiu poderosamente a sua curiosidade; leu-a ansiosamente e sentiu-se atônito ao perceber que apenas uma pequena porção das Escrituras era ensinada ao povo.
Fez a sua profissão de fé no mosteiro de Erfurt, após ter sido noviço durante um ano; e tomou ordens sacerdotais, ao celebrar a sua primeira missa em 1507. Um ano mais tarde foi transferido do mosteiro de Erfurt à Universidade de Wittenberg, pois, após a fundação da Universidade, pensava-se que nada seria melhor para dar-lhe reputação e fama imediata do que a autoridade e a presença de um homem tão célebre, por seu grande temperamento e erudição, como era Martinho Lutero.
Em Erfurt havia um certo ancião no convento dos agostinianos, com quem Lutero, que pertencia à mesma ordem, como frade agostiniano, conversou sobre vários assuntos, especialmente a remissão dos pecados. Sobre este tema, este sábio padre foi franco com Lutero, ao dizer-lhe que o expresso mandamento de Deus é que cada homem creia particularmente que os seus pecados foram perdoados em Cristo; disse-lhe ainda que esta interpretação particular fora confirmada por São Bernardo: “Este é o testemunho que o Espírito Santo te dá em teu coração, quando diz: Os teus pecados te são perdoados. Porque este é o ensino do apóstolo, que o homem é livremente justificado pela fé”.
Estas palavras não serviram somente para fortalecer Lutero, mas também para ensinar-lhe o pleno sentido do ensino do apóstolo Paulo, que insiste tantas vezes na seguinte frase: “Somos justificados pela fé”. E, após ler as exposições de muitos sobre esta passagem, logo percebeu, tanto pelo discurso do ancião como pelo conselho que recebeu em seu espírito, o quão vãs eram as interpretações que antes havia lido nos trabalhos dos escolásticos. E assim, pouco a pouco, ao ler e comparar os ditos e os exemplos dos profetas e dos apóstolos, com uma contínua invocação a Deus, e com a excitação da fé pelo poder da oração, deu-se conta desta doutrina com a maior evidência.
Assim prosseguiu os seus estudos em Erfurt pelo período de quatro anos no mosteiro dos agostinianos.
Em 1512, sete mosteiros de sua ordem tiveram uma divergência com o seu vigário geral. Lutero foi escolhido para ir a Roma e defender a sua causa. Naquela cidade, observou o papa e a sua corte, e teve também a oportunidade de contemplar as maneiras do clero, cujos modos precipitados, superficiais e ímpios de celebrar a missa foram severamente por ele criticados. Assim que ajustou a disputa que havia motivado a sua viagem, voltou a Wittenberg e foi constituído doutor em teologia, às custas de Federico, da Saxônia, que freqüentemente lhe ouvia pregar, e que estava familiarizado com o seu mérito, e que lhe reverenciava muito.
Continuou na Universidade de Wittenberg de onde, como professor de teologia, dedicou-se à atividade de sua vocação. Neste ponto deu início à leitura extremamente intensa das conferências sobre os livros sagrados. Explicou a Epístola aos Romanos e os Salmos, que esclareceu e explicou de uma maneira tão completamente nova e diferente do que havia sido o estilo dos comentaristas anteriores, que “era como, após uma longa e escura noite, amanhecesse um novo dia, a juízo de todos os homens piedosos e prudentes”.
Lutero dirigia de modo cuidadoso a mente dos homens ao filho de Deus, do mesmo modo que João Batista anunciava o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo; do mesmo modo Lutero, ao resplandecer na igreja como uma luz brilhante após uma longa e tenebrosa noite, mostrou de maneira clara que os pecados são livremente remidos pelo amor do filho de Deus, e que cada pessoa deveria fielmente abraçar a este generoso dom.
A sua vida estava de acordo com o que ele professava; e evidenciou-se de modo claro que as suas palavras não eram meramente a atividade de seus lábios, mas que procediam de seu próprio coração. Esta admiração por sua vida de santificação atraiu muito os corações de seus ouvintes.
A fim de preparar-se melhor para a tarefa que havia empreendido, aplicou-se atentamente ao estudo dos idiomas grego e hebraico; e a isto estava dedicado quando se publicaram as indulgências gerais em 1517.
Leão X, que sucedeu a Júlio II em março de 1513, teve o desígnio de reconstruir a magnífica Catedral de São Pedro em Roma, cujas obras haviam sido iniciadas por Júlio, mas que ainda precisava de muito dinheiro para ser concluída. Por esta razão, Leão X, em 1517, aprovou a concessão de indulgências gerais a toda Europa, em favor de todos os que contribuíssem com qualquer soma de dinheiro para a reedificação da catedral; e designou pessoas em diferentes países para proclamarem estas indulgências e receberem o dinheiro das mesmas. Estes estranhos procedimentos provocaram muito escândalo em Wittenberg e, de modo particular, inflamaram o zelo de Lutero, o qual era por natureza ardente e ativo. Neste caso, por ser incapaz de conter-se, estava decidido a declarar-se contrário a tais indulgências em todas as circunstâncias.
Por esta razão, na véspera do dia de todos os santos, em 31 de outubro de 1517, fixou publicamente, na igreja adjacente ao castelo naquela cidade, as noventa e cinco teses contra as indulgências, onde desafiava a qualquer que se opusesse a elas, fosse por escrito ou por debate oral. As proposições de Lutero acerca das indulgências haviam sido publicadas há pouco, quando Tetzel, o frade dominicano comissionado para a sua venda, manteve e publicou suas teses em Frankfort, que continha um conjunto de proposições diretamente contrárias às de Lutero. Fez ainda mais: agitou o clero de sua ordem contra seu companheiro; considerou-o, do púlpito, um anátema e herege condenável, e queimou em público as suas teses em Frankfort. As teses de Tetzel também foram queimadas em Wittenberg, como reação, pelos luteranos. Porém o próprio Lutero negou ter parte nesta ação.
Em 1518, Lutero, ainda que dissuadido disto por seus amigos, porém, para mostrar obediência à autoridade, foi ao mosteiro de Santo Agostinho em Heidelberg, onde havia uma assembléia reunida; ali manteve, no dia 26 de abril, um debate sobre a “justificação pela fé”, que Bucero, o qual na ocasião estava presente, tomou por escrito, e comunicou-a posteriormente a Beatus Rhenanus, sem poupar as maiores críticas.
Enquanto isto, o zelo de seus adversários cresceu mais e mais contra ele; finalmente, foi considerado, diante de Leão X, um herege. Então, logo que regressou de Heidelberg, aquele papa lhe escreveu uma missiva nos termos mais submissos; Lutero enviou-lhe, ao mesmo tempo, uma explicação de suas proposições sobre as indulgências. Esta carta tinha a data do domingo da Trindade do ano de 1518, e foi acompanhada de um protesto no qual se declarava que ele não pretendia propor e nem defender algo em contrário às Sagradas Escrituras e nem à doutrina dos padres, recebida e observada pela Igreja de Roma, nem aos cânones nem aos decretos papais; contudo, pensava que possuía a liberdade suficiente para aprovar ou reprovar as opiniões de São Tomás, Boaventura e outros escolásticos e canonistas que não se baseavam em texto algum.
O imperador Maximiliano estava igualmente solícito de que o papa detivesse a propagação das opiniões de Lutero na Saxônia, que eram perturbadoras, tanto para a igreja como para o império. Por esta razão, Maximiliano escreveu a Leão X uma carta datada de 5 de agosto de 1518, a fim de pedir-lhe que proibisse, por sua autoridade, estas inúteis, desconsideradas e perigosas disputas; também lhe assegurava que cumpriria estritamente, em seu império, tudo o que sua santidade ordenasse.
Enquanto isto, Lutero, quando soube o que era levado a cabo em Roma, por sua causa, empregou todos os meios imagináveis para que não fosse levado para lá, e para fazer com que a sua causa fosse julgada na Alemanha. O governador também estava contrário a que Lutero fosse a Roma, e pediu ao cardeal Caetano que pudesse ser ouvido diante dele, como representante papal na Alemanha. Com isto, o papa consentiu que a sua causa fosse julgada diante do cardeal Caetano, a quem havia dado poderes para decidi-la.
Por esta razão, Lutero dirigiu-se imediatamente a Augsburgo, e levava consigo cartas do governador. Lá chegou em outubro de 1518 e, após haver-se-lhe dado segurança, foi admitido na presença do cardeal. Porém, Lutero logo percebeu que tinha mais a temer por parte do cardeal do que pelas discussões sobre quaisquer temas; por esta razão, ao temer ser preso caso não se submetesse, retirou-se de Augsburgo no dia 20 de outubro. Porém, antes de partir, publicou uma apelação formal ao papa e, ao ver-se protegido pelo governador, transmitiu suas pregações sobre as mesmas doutrinas em Wittenberg, e enviou um desafio a todos os inquisidores que comparecessem e discutissem com ele.
Quanto a Lutero, Miltitius, o camarista do papa, tinha ordem de exigir do governador que o obrigasse a se retratar, ou que lhe negasse a sua proteção; porém, as coisas não poderiam ser feitas com tanto orgulho, pois o crédito de Lutero estava demasiadamente bem estabelecido. Além disto, aconteceu que o imperador Maximiliano morreu no dia 12 daquele mês, o que alterou muito o aspecto das coisas, e fez com que o governador estivesse mais livre e capaz para decidir a sorte de Lutero. Por esta razão, Miltitius pensou que o melhor seria ver o que se poderia fazer por meios limpos e gentis, e com esta finalidade começou a conversar com Lutero.
Durante todos estes acontecimentos a doutrina de Lutero era cada vez mais divulgada e prevalecia sobremaneira; e ele mesmo recebeu ânimo dos alemães e dos outros povos.
            Naquela ocasião os boêmios lhe enviaram um livro do célebre Juan Huss, que havia sido martirizado durante a obra da reforma, e também cartas nas quais o exortavam à constância e à perseverança e reconheciam que a teologia que ele ensinava era pura, sã e ortodoxa. Muitos homens eruditos e eminentes colocaram-se ao seu lado.
Em 1519, Lutero manteve um célebre debate em Leipzig com Juan Eccius. Porém, esta discussão terminou finalmente como todas as outras, e não teve o privilégio de ver as partes aproximar-se, de modo algum; mas que se sentiam ainda mais como inimigos pessoais, do que antes do debate.
Por volta do final do ano, Lutero publicou um livro no qual defendia que a comunhão fosse celebrada de ambos os modos; isto foi condenado pelo bispo de Misnia em 24 de janeiro de 1520.
Enquanto Lutero trabalhava para defender-se perante o novo imperador, e diante dos bispos da Alemanha, Eccius foi a Roma para pedir a sua condenação, o que, como se pode perceber, não seria agora tão difícil de conseguir. Certo é que as contínuas importunações dos adversários de Lutero perante Leão X levaram-no finalmente a publicar uma condenação contra ele, e o fez em uma bula datada de 15 de junho de 1520. Isto teve lugar na Alemanha, e foi ali publicada por Eccius, que a havia solicitado em Roma, e que estava encarregado da execução da mesma, juntamente com Jerónimo Alejandro, pessoa eminente por sua erudição e eloqüência. Enquanto isto, Carlos I da Espanha e Carlos V da Alemanha resolviam as suas dificuldades nos Países Baixos. Em seguida, Carlos V dirigiu-se à Alemanha, e foi coroado imperador no dia 21 de outubro de 1520, em Aquisgrán.
Martinho Lutero, após ter sido acusado pela primeira vez em Roma, através da censura papal, em uma quinta-feira santa, dirigiu-se pouco depois da páscoa a Worms, onde compareceu diante do imperador e dos governantes de todos os estados da Alemanha. Manteve-se constante na verdade, defendeu-se e respondeu a todas as perguntas de seus adversários.
Lutero permaneceu alojado, bem agasalhado, e visitado por muitos condes, barões, cavaleiros de ordem, homens gentis, sacerdotes e pelos membros do parlamento comum, que freqüentavam o seu alojamento durante a noite.
Veio de modo contrário às expectativas de muitos, tanto dos adversários como dos amigos. Os seus admiradores deliberaram juntos, e muitos trataram de persuadi-lo para que não se aventurasse ao perigo de ir a Roma, pois consideraram que tantas vezes não se havia respeitado a promessa de segurança para as pessoas nesta condição. Ele, após ter ouvido todas as suas persuasões e conselhos, respondeu-lhes do seguinte modo: “No que a mim me diz respeito, uma vez que me chamaram, resolvi e estou certamente decidido a ir a Worms, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo; sim, mesmo sabedor de que há ali tantos demônios para resistir-me, em número tão grande como o das telhas que cobrem as casas da cidade de Worms”.
No dia seguinte, ele foi conduzido de seu alojamento à corte do imperador, onde permaneceu até as seis horas da tarde, porque os príncipes estavam ocupados na solução de diversos problemas do reino; ao permanecer ali, encontrava-se rodeado de um grande número de pessoas, quase prensado por tamanha multidão... Logo, quando os príncipes terminaram a primeira reunião e o chamaram, entrou Lutero, e Eccius, o oficial, falou do seguinte modo: “Responda agora à demanda do imperador. Manterás todos os livros que reconheceste serem de tua autoria, ou revogarás parte dos mesmos e te humilharás?”.
Martinho Lutero respondeu modesta e humildemente; porém, não desprovido de uma determinada firmeza e constância cristãs:
 “Considerando que vossa soberana majestade e vossos honoráveis demandais desejam uma resposta plena, isto digo e professo tão resolutamente quanto posso, sem dúvidas e nem sofisticações, que se não me convencerdes através do testemunho das Escrituras (pois não dou crédito nem ao papa e nem aos seus concílios gerais, que têm errado muitas vezes, e que têm sido contraditórios contra si mesmos), a minha consciência está tão ligada e cativa destas Escrituras que são a Palavra de Deus, que não me retrato nem posso me retratar de absolutamente nada, considerando que não é piedoso nem legítimo fazer qualquer coisa que seja contrária à minha consciência. Aqui estou e nisto descanso: nada mais tenho a dizer. Que Deus tenha misericórdia de mim!”.
Os príncipes consultaram-se entre si sobre a resposta dada por Lutero e, após terem-no interrogado diligentemente, o porta-voz respondeu-lhe assim:
“A majestade imperial demanda de ti uma simples resposta, seja negativa, seja afirmativa, se pretendes defender todos os teus livros como cristãos, ou não”.
Então Lutero, dirigindo-se ao imperador e aos nobres, rogou-lhes que não o forçassem a ceder contra a sua consciência, confirmada pelas Sagradas Escrituras, sem os argumentos manifestos que os seus adversários alegaram, e declarou:
“Estou atado pelas Escrituras”.
Antes que se concluísse aquela reunião, chamada de Dieta de Worms, Carlos V fez com que se redigisse um edito, datado de 8 de maio, decretando que Martinho Lutero fora, de conformidade com a sentença do papa, considerado desde então membro separado da Igreja, cismático e um herege obstinado e notório. Enquanto a bula de Leão X, aceita por Carlos V, era divulgada por todo o império, Lutero ficou detido no castelo de Wittenberg; porém, cansado de seu silêncio obsequioso, voltou a aparecer em público em Wittenberg no dia 6 de março de 1522, após uma ausência de cerca de dez meses.
Lutero promoveu então uma guerra aberta ao papa e aos bispos; e com a finalidade de conseguir que o povo menosprezasse a autoridade destes, tanto quanto fosse possível, escreveu um livro contrário à bula papal, e outro intitulado “A Ordem Episcopal”. Também publicou uma tradução no Novo Testamento no idioma alemão, que foi posteriormente revisado por ele e Melanton.
Reinava a confusão na Alemanha, e não menos na Itália, porque surgiu uma contenda entre o papa e o imperador, durante a qual Roma foi tomada por duas vezes, e o pontífice, preso. Enquanto os príncipes estavam assim ocupados em suas pendências mútuas, Lutero levou adiante a obra da Reforma, ao opor-se também aos papistas e combater aos anabatistas e outras seitas fanáticas que, ao aproveitar o seu gesto de enfrentar a Igreja Romana, haviam surgido e se estabelecido em diversos lugares.
Em 1527, Lutero sofreu um ataque de coagulação de sangue ao redor do coração, que quase pôs fim à sua vida. Ao perceber que as perturbações na Alemanha não pareciam ter fim, o imperador viu-se obrigado a convocar uma dieta na cidade de Spira, em 1529, para pedir a ajuda dos príncipes do império contra os turcos. Os reformadores de quatorze cidades alemãs, ou seja:
Estrasburgo, Nuremberg, Ulm, Constanza, Retlingen, Windsheim, Memmingen, Lindow, Kempten, Hailbron, Isny, Weissemburg, Nortlingen, e St. Gal uniram-se contra o decreto da dieta e emitiram um protesto contra as sanções que lhes foram impostas, o qual foi redigido e publicado em abril de 1529. Este foi o célebre documento que deu aos reformadores da Alemanha o nome de “Protestantes”.
Depois disto, os principais protestantes empreenderam a formação de uma aliança firme, e instruíram o governador da Saxônia e os seus aliados que haviam aprovado o que a dieta estabelecera; porém, os disputados redigiram uma apelação, e os protestantes apresentaram rapidamente uma apologia por causa de sua “Confissão”, a famosa declaração redigida por Melanton. Tudo isto foi firmado por vários príncipes, e Lutero já não tinha muito mais a fazer além de sentar-se e contemplar a magnânima obra que tinha levado a cabo.
Por ser somente um monge, foi capaz de dar à Igreja de Roma um golpe tão rude, que apenas mais um da mesma intensidade seria o suficiente para derrubá-la completamente; por esta razão, esta pode ser considerada uma obra magnânima.
Em 1533 Lutero escreveu uma epístola consoladora aos cidadãos de Oschatz, que haviam sofrido algumas penalidades por terem aderido à confissão de fé de Augsburgo; e, em 1534, foi impressa a Bíblia que Lutero havia traduzido para o alemão, como protótipo do antigo acordo fechado em Bibliópolis, por mãos do mesmo editor, e que foi publicada no ano seguinte.
Naquele ano Lutero também publicou um livro, intitulado “Contra as Missas e a Consagração dos Sacerdotes”.
Em fevereiro de 1537 foi celebrada uma assembléia em Smalkalda sobre questões religiosas, para a qual Lutero e Melanton foram convidados. Durante esta reunião, ele ficou tão enfermo, que não havia esperança de que se recuperasse. Enquanto o levavam de volta, escreveu o seu testamento, no qual legava a seus amigos e irmãos o seu desdém pelo papado. E assim esteve ativo até a sua morte, que aconteceu em 1546.
Naquele ano, na companhia de Melanton, foi à Saxônia, sua província natal, que há muito tempo não visitava, e ali chegou são e salvo. Porém, pouco depois, foi chamado pelos condes de Mansfelt, para que arbitrasse umas diferenças que haviam surgido acerca de seus limites e, ao chegar, foi recebido por mais de cem ginetes e conduzido de maneira muito honrosa. Porém, ficou tão enfermo naquela ocasião, que se temeu que pudesse morrer. Lutero disse, então, que estes ataques de enfermidade sempre lhe sobrevinham quando tinha qualquer grande obra a empreender. Porém, nesta ocasião, não se recuperou, mas morreu no dia 18 de fevereiro, com sessenta e três anos de idade. Pouco antes de expirar, admoestou àqueles que estavam em volta de si a que orassem a favor da propagação do Evangelho, e disse-lhes:
“Porque o Concílio de Trento, que teve uma ou duas reuniões, e o papa, inventarão coisas estranhas contra o Evangelho”.
Ao sentir que se aproximava o desenlace fatal, antes das nove horas da manhã, encomendou-se a Deus com esta devota oração: “Meu Pai celestial, Deus eterno e misericordioso! Tu manifestaste a mim o teu amado Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. Ensinei a respeito dEle, e tenho-o conhecido; amo-o da mesma forma que preservo a minha própria vida, minha saúde e minha redenção; a Quem os malvados têm perseguido, caluniado e afligido com vitupérios. Leve a minha alma a Ti”.
Depois disto, citou a frase a seguir, e repetiu-a por três vezes: “Em tuas mãos entrego o meu espírito. Tu me remiste, ó Deus, de verdade!”.
Em seguida, citou João 3.16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Após repetir as suas orações várias vezes, foi chamado à presença de Deus.
Desta forma, a sua alma limpa foi pacificamente separada de seu corpo terrestre.


Fonte: Livro dos Mártires Cristãos.