10 de março de 2015

Vinte e três cristãos são libertados na Síria



Vinte e três cristãos são libertados na Síria

País é o 4º na Classificação a Perseguição Religiosa

Dez dias após a dura ofensiva do Estado Islâmico que esvaziou um conjunto de aldeias cristãs no nordeste da Síria, as intenções dos extremistas em relação aos 220 cristãos feitos reféns permanecem obscuras.
De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, um comandante citou um parágrafo da Sharia (lei islâmica) que garantiria a libertação de 29 reféns. Porém, o primeiro grupo de prisioneiros libertados que conseguiram chegar em segurança na cidade de Hassaka, em 2 de março, eram de apenas 19 pessoas.
Na faixa de 50 anos ou mais, os reféns libertados, eram todos civis de uma mesma aldeia e apenas duas eram mulheres. Supostamente, líderes árabes sunitas locais auxiliaram na negociação para a libertação dos reféns."Nós não acreditamos que sairia vivo", afirmou um dos cristãos em entrevista à Agência Internacional de Notícias da Síria. "Nós estávamos em constante medo.", conta.
No dia 3 de março, mais quatro reféns, incluindo uma menina de seis anos e sua tia-avó, foram libertados e e encontraram com os demais cristãos de Hassaka, recepcionados por uma multidão aliviada que os aguardavam. 
De acordo com um dos reféns libertados, na madrugada de 23 de fevereiro, a aldeia foi acordada por membros fortemente armados do Estado Islâmico e, após o sequestro dessas pessoas, ficaram por mais de cinco dias sendo pressionados a se converter ao islamismo. “Esse foi o seu foco constante. Não fomos agredidos fisicamente, mas pressionados contantemente a nos converter ou pagar o ‘jizya’ (imposto para não se tornar muçulmano)”, explicou. Mais tarde, os extremistas disseram que não iriam recolher o imposto, mas que eles não poderiam voltar à aldeia, pois se fossem pegos novamente, seriam mortos.
O membro do Parlamento libanês, Michel Aoun, defendeu os vistos especiais para esses cristãos sírios expulsos de suas aldeias.  "Nós não queremos  que eles [cristãos] se refugiem na Europa ou em qualquer outro lugar. É um crime para tratar dessa forma pessoas que vivem por séculos em confrontos."