6 de março de 2015

Paquistaneses pedem morte de Asia Bibi

                                                       
Paquistaneses pedem morte de Asia Bibi

Se a cristã for liberada pela justiça, a família terá que fugir do país para se livrar da fúria da população

A cristã paquistanesa Asia Bibi continua presa e sua condenação por blasfêmia ainda não foi revogada. O Paquistão condenou a mulher à morte e os próprios cidadãos estão cobrando o cumprimento da sentença.

O esposo da presa, Ashiq Masih, está apreensivo e continua acreditando que ela será solta e eles poderão viver em família novamente ao lado de seus cinco filhos.

Mas se isso chegar a acontecer, Masih terá que deixar o país, pois tem recebido inúmeras ameaças. “Não é seguro para ela ficar no Paquistão, a vida dela está em perigo. Eu não sei para onde iremos”, disse.

Asia Bibi está presa desde 2009 após ser acusada injustamente de insultar o profeta Maomé por colegas muçulmanas. Em 2010 ela foi condenada à morte pelo tribunal regional e em 2014 a sentença foi mantida pelo Supremo Tribunal de Recurso.

A defesa da mulher de 49 anos recorreu ao Supremo Tribunal do Paquistão e aguarda pela anulação da pena de morte. “Temos fé em Deus de que ela vai ser libertada desta vez”, disse o esposo.

Em 15 de janeiro, Masih foi visitá-la e disse que ela está bem psicologicamente e que sua fé em Cristo não foi abalada. “Ela está bem psicologicamente e firme em sua fé para viver e morrer por Jesus Cristo. Ela está disposta a pagar qualquer preço por isso”, afirmou.

Os filhos da cristã estão bastante apreensivos e o pai relata que a ausência dela em casa tem trazido alguns problemas aos jovens. “Eles realmente sentem falta dela e querem que ela volte logo. Todos dependem muito da mãe e o fato de ela não estar aqui tem causado grandes problemas para as meninas mais novas”.

Um dos problemas é a identificação de que são filhos de uma família cristã e que a mãe está presa por ter, supostamente, insultado o profeta Maomé. As crianças ficam dois ou três meses na escola e logo se mudam para não serem reconhecidas.