20 de março de 2015

Espanhóis passaram a noite escondidos em museu atacado




Espanhóis passaram a noite escondidos em museu atacado

Os turistas e um funcionário da instituição se esconderam durante o atentado. Autoridades não explicaram como os três não foram encontrados durante a revista no museu

Dois turistas espanhóis foram encontrados nesta quinta-feira no Museu do Bardo, em Túnis, depois de passar a noite escondidos junto com um funcionário da instituição após o ataque terrorista que deixou 21 mortos e dezenas de feridos. As três pessoas foram levadas para um hospital para passar por exames de rotina. A mãe do funcionário tunisiano confirmou a informação. "Eu pensava que meu filho estava morto. Estou aliviada", disse, sem revelar o nome. As autoridades tunisianas não explicaram como as três pessoas não foram encontradas durante a operação de revista no museu.
As autoridades tunisianas já identificaram dois dos autores do ataque, embora ainda não tenham confirmado vinculação com nenhum grupo jihadista. O primeiro-ministro tunisiano, Habib Essid, explicou nesta quinta em entrevista à emissora de rádio francesa RTL que os terroristas que efetuaram os disparos, e que em seguida foram mortos pelas forças de segurança, são Saber Jachnaui e Yassin Labidi.
Labidi já era conhecido e investigado pelos serviços da inteligência tunisiana, informou o primeiro-ministro, apesar de que "estava assinalado por coisas não muito especiais". O ministro tunisiano das Relações Exteriores, Taieb Baccouche, informou ao canal francês BFM TV que há "três cúmplices detidos e um quarto ainda é procurado". O primeiro-ministro se mostrou convencido que politicamente o país não será afetado pelo massacre, já que "todo mundo se solidariza e estamos na mesma posição", disse em alusão aos diferentes partidos políticos do Parlamento.
No entanto, reconheceu que o impacto econômico é "terrível", porque o ataque aconteceu exatamente no início da temporada turística e "vai agravar os problemas de um setor que já está debilitado". O primeiro-ministro tunisiano lembrou que "este tipo de incidente já aconteceu nas maiores democracias do mundo", e por isso assegurou que, embora as medidas de segurança sejam reforçadas, certas ações sempre vão ser difíceis de controlar. "Isso não vai nos impedir de promover a Tunísia como destino de férias", disse Essid, que também garantiu a segurança dos visitantes de seu país.
Nesta quarta, homens armados com fuzis e trajando roupas militares invadiram o Museu do Bardo na capital da Tunísia e atiraram contra os visitantes. Entre as 21 vítimas fatais, vinte eram estrangeiros. Segundo o ministro da Saúde tunisiano, Said Aidi, treze vítimas, incluindo três japoneses e dois cidadãos franceses, foram identificadas. Aidi confirmou ainda as mortes de três japoneses, dois espanhóis (um homem e uma mulher), um colombiano, um australiano, um inglês, um belga, dois franceses, um polonês e um italiano. O único tunisiano morto no atentado foi um policial que fazia a segurança na entrada do museu.