1 de março de 2015

Bancada evangélica quer “acabar” com o aborto

Bancada evangélica quer “acabar” com o aborto
O deputado João Campos (PSDB-GO), recém eleito presidente da Frente Parlamentar Evangélica, estabeleceu a primeira meta para os políticos evangélicos na nova legislatura. Campos pretende mobilizar o colegiado na luta pela aprovação do Projeto de Lei (PL 487/07), o Estatuto do Nascituro, que defende a dignidade humana desde a concepção.
“Se aprovar o Estatuto do Nascituro, acabou o debate sobre o aborto”, justificou Campos. Se a bancada conseguir aprovar o projeto que estabelece proteção legal ao bebê em gestação e a embriões congelados, os demais projetos que tentam legalizar a prática serão arquivados.
Apelidado pejorativamente de “bolsa estrupo”, o projeto também estabelece assistência financeira para a gestante que tenham sido vítimas de estupro e que decidam levar sua gravidez adiante, ao invés de abortar.
João Campos voltou a presidência da Frente Parlamentar Evangélica na última terça-feira (24), após ter sido derrotado pelo deputado Paulo Freire (PR-SP) em 2013 quando tentava se reeleger pelo quarto ano consecutivo.
Como presidente da Bancada Evangélica, Campos conseguiu fazer com que a presidente Dilma vetasse a distribuição do “Kit Gay” pelo Ministério da Educação nas escolas públicas de todo o país em 2011.
Para barrar o kit o deputado reuniu três frentes conservadoras da Câmara dos Deputados, Frentes Evangélica, Católica e da Família, para discutir medidas que seriam tomadas para forçar o governo a alterar o material do chamado kit gay elaborado por ONGs a pedido do ministério da Educação.
Se o governo insistisse em manter o kit, os parlamentares bloqueariam a votação na Câmara e apoiariam a convocação do ministro da Casa Civil para dar explicações sobre denuncias.
Os parlamentares também cogitavam a saída do Ministro da Educação; a criação de uma CPI para apurar as denuncias de irregularidades no MEC; a obstrução de todas votações do plenário e também a convocação do ministro Fernando Haddad, na comissão de Educação e Cultura, para explicar as cartilhas sobre homofobia.Com informações UOL