6 de fevereiro de 2015

Partido Comunista da China proíbe a participação de cristãos no governo


Partido Comunista da China proíbe a participação de cristãos no governo


Ideologia do Partido está enraizada no conceito marxista-leninista, que condena a religião como uma ilusão que distrai as massas oprimidas de exigir seus direitos

A liderança Partido Comunista da China (PCC), que governa o país desde 1949, declarou que irá trazer a tona uma regra antiga, mas pouco aplicada, que proíbe os cristãos de se juntarem ao governo.
O comitê da província de Zhejiang quer organizar ações que possam desmentir a crença religiosa dos membros. De acordo com o partido, todos os candidatos devem primeiro ser rastreados para serem verificados os vestígios de fé religiosa. Se houver algum cristão, ele deve ser rejeitado. 
A ideologia do Partido está enraizada no conceito marxista-leninista, que condena a religião como uma ilusão que distrai as massas oprimidas de exigir seus direitos.
O PC da China é o maior partido político do mundo, com mais de 84 milhões de membros – muitos entraram no partido durante o período escolar e têm pouco ou nenhum envolvimento político.
Cristianismo na China
O cristianismo tem tido um enorme crescimento na China nos últimos anos, e alguns relatos apontam para o aumento de uma aceitação oficial e até mesmo incentivo da crença religiosa.
No entanto, o partido tem lutado duramente contra influências estrangeiras, os chamados "valores ocidentais", como a liberdade de expressão e democracia multipartidária.
A China reconhece cinco religiões oficiais: budismo, taoísmo, islamismo, protestantismo e catolicismo, mas muitos cristãos estão sujeitos a repressões.
Um exemplo disso está na cidade de Wenzhou Zhejiang, que é lar de um grande número de igrejas cristãs. No ano passado, mais de 200 foram alvo de demolições  depois de serem classificadas como "estruturas ilegais". Wenzhou também proibiu as celebrações de Natal nas escolas.