6 de fevereiro de 2015

ONGs e igrejas evangélicas na Espanha terão que pagar impostos


ONGs e igrejas evangélicas na Espanha terão que pagar impostos


Será necessário que as igrejas e organizações tenham uma empresa contratada para prestar o serviço de contabilidade

Na Espanha uma nova lei obriga que as entidades com congregações evangélicas terão que pagar um imposto que anteriormente eram isentas. Para algumas denominações que já tinham um sistema contábil ativo não será difícil apresentar a declaração, mas tem pequenas igrejas que terão dificuldades.
A partir de 1º de janeiro deste ano, a lei entrou em vigor e todas as organizações sem fins lucrativos deverão apresentar essa declaração de imposto perante a sociedade, por conta da alteração feita pelo governo em novembro último.
“É uma lei estadual, a lei 27/2014, em especial o artigo 124.3, publicado no Diário Oficial(BOE) de 28 de Novembro/2014″, – explica Francisco Lobato, assessor geral da Gesvan Advisors.
“Este artigo é sobre a reforma de impostos sobre a sociedade, em relação a entidades sem fins lucrativos e, portanto, as igrejas evangélicas são as mais afetadas, bem como as associações e ONGs ligadas as elas. Por isso é necessário que estas entidades tenham uma contabilidade mostrando suas movimentações, para que possam seguir o plano geral de contabilidade e declararem suas movimentações nos anos seguintes. Isso quer dizer que, em julho de 2016 terão que declarar os impostos”, acrescentou.
De acordo com Francisco Lobato, algumas associações evangélicas poderia começar a avaliar sua continuidade. “As entidade que tem pouca economia, a partir de agora terão que ter um gasto com uma assessoria de contabilidade, pelo motivo que muitas igrejas não tem pessoas devidamente preparadas ou formadas para executar uma contabilidade deste tipo. Além disso, o imposto sobre estas entidades é algo muito complexo”, explica.
"Muitas das pequenas entidades, é provável que não suporte os prejuízos econômicos. Para a grande maioria , provavelmente o custo total será zero", diz Francisco Lobato.
Até o momento haviam três supostos cenários para uma entidade ser isenta de imposto: se sua renda não excedesse 100 mil euros por ano; se o seu rendimento sujeito à retenção não excedesse 2 mil euros por ano; e se o rendimento não-isentos obtidos estivessem sujeitos a retenção na fonte. Agora todas estes serão suprimidos pelas novas regras.
Para aquelas igrejas ou organizações que já tem um sistema na denominação que dá assessoria ou tem uma empresa contratada para prestar o serviço de contabilidade, não será problema.”Basta de agora para frente apresentar as suas contas e não terá muita dificuldades. Mas existem entidades que estavam isentas por lei, e que até agora não eram obrigadas a apresentar o imposto de renda e agora terão que faze-lo”, conclui Lobato.