27 de janeiro de 2015

Novo primeiro-ministro da Grécia teria pedido que não haja juramento sobre a Bíblia, para tomar posse


Novo primeiro-ministro da Grécia teria pedido que não haja juramento sobre a Bíblia, para tomar posse


Por tradição, após algumas orações feitas pelo arcebispo de Atenas, o primeiro-ministro eleito deveria fazer uma promessa oficial, com a mão sobre a Bíblia

Empossado nesta segunda-feira, 26/01, como o novo primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras - líder do partido esquerdista Syriza - foi nomeado à nova função após conquistar 162 deputados [149 do Syriza e 13 do novo parceiro de coligação, Gregos Independentes].
Fato é que alguns fatores relacionados ao novo primeiro-ministro têm chamado a atenção de muitos cidadãos, inclusive os de confissão cristã. Um deles é esta parceria "inusitada" entre partidos de campos opostos no espectro político. Segundo informações daReuters, esta aliança teria sido motivada por uma razão comum aos dois lados: a rejeição ao programa de resgate da União Europeia e FMI.
Porém este fator de identificação seria suficiente para superar outras diferenças, como as opiniões opostas dos partidos com relação à política de imigração do país, por exemplo?
Outro ponto é que Tsipras teria pedido que não houvesse o tão conhecido juramento sobre a Bíblia, antes da cerimônia oficial de posse.
A solicitação do novo primeiro-ministro causa estranheza em um país conhecido pelo grande número de cidadãos que confessem a fé cristã (ortodoxa ou não).
Segundo a tradição, antes de tomar posse oficialmente, o primeiro-ministro é empossado dentro da mansão presidencial pelo arcebispo de Atenas. Após o sacerdote proferir algumas orações, o então candidato eleito coloca a mão sobre a Bíblia, posicionada entre duas velas acesas e diz: "Eu juro para salvaguardar a Constituição e as leis e para servir o interesse geral do povo grego."
Após isto, o arcebispo ainda recita mais algumas bênçãos e os que participam da cerimônia fazem o sinal da cruz três vezes.
Tsipras, como é habitual, não usava gravata e como havia solicitado, quebrou a tradição ao realizar um juramento civil e não religioso, prometendo "servir sempre aos interesses do povo grego". Foi a primeira ceriônia oficial sem a realização do momento simbólico.