26 de janeiro de 2015

Em 10 dias, Região Metropolitana do Rio tem 12 vítimas de bala perdida



Mulher foi atingida na cabeça enquanto dormia na nesta segunda (26).
Secretário de Segurança Pública diz que Rio tem 'nação' de criminosos.


Asafe e Larissa foram vítimas de bala perdida (Foto: Reprodução / TV Globo)
Nos últimos dez dias, 12 pessoas foram atingidas por balas perdidas na Região Metropolitana do Rio — três acabaram morrendo. A última vítima, que está internada, foi atingida na madrugada desta segunda-feira (26). Sandra Costa dos Santos levou um tiro quando estava dormindo em sua casa, localizada na Rua Amanajó, em Bangu, Zona Oeste do Rio. Segundo a filha da vítima, Taís Costa, o tiro acertou a cabeça de sua mãe. Ela foi socorrida e até as 12h o estado de saúde da paciente era considerado estável. 

Durante a madrugada, uma menina de 12 anos também foi vítima de bala perdida no Morro do Chapadão, em Costa Barros, no Subúrbio do Rio. A criança estava na Rua Javatá, onde mora, quando foi baleada. A menina está no Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste. Ainda não há detalhes sobre o estado da criança.
No domingo (25), uma mulher morreu depois de ser baleada durante uma troca de tiros entre policiais e traficantes na Favela da Rocinha, em São Conrado, Zona Sul do Rio. A vítima chegou a ser levada para o Hospital Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos. Quatro pessoas foram feridas no sábado (24) em várias regiões.
Um menino de 15 anos que estava passando férias na casa de uma tia em Niterói foi baleado no braço. Ele estava no playground dentro de um condomínio quando foi atingido. No mesmo dia, outras duas pessoas foram ferida em São Gonçalo e uma mulher foi ferida quando passava por uma rua próximo ao Morro do Juramento.
Na tarde de sexta-feira (23), Edilton de Jesus dos Santos, 20 anos, foi atingido por uma bala perdida enquanto estava na plateia do Mundial de Skate Bowl no Parque de Madureira, no Subúrbio do Rio. Na quinta (22), William Robaiana da Silva, de 35 anos, foi baleado em Santa Cruz e Lavínia Crisciullo, de 3 anos, foi atingida no Centro do Rio.
No final de semana retrasado, a menina Larissa Carvalho, de 4 anos, morreu após ser baleada na cabeça quando saía de um restaurante com o mãe e o padrasto em Bangu, na Zona Oeste do Rio. No domingo (18), o menino Asafe Ibrahim, de 9 anos, foi baleado na cabeça na área da piscina do Sesi de Honório Gurgel, no Subúrbio. Ele chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro José Mariano Beltrame, afirmou, em entrevista à GloboNews, na manhã desta segunda-feira (26), que as polícias Militar e Civil estão atuando no combate ao crime do Rio de Janeiro e já efetuou milhares de prisões nos últimos meses, mas enfatizou que o Rio de Janeiro possui uma “nação” de criminosos atualmente. Segundo ele, do dia 7 de novembro até o dia 25 de janeiro deste ano a PM prendeu 4.410 pessoas, apreendeu 65 fuzis, 578 pistolas, 539 revólveres e 54 granadas.
“Essas balas perdidas elas foram, na maioria das vezes, provocadas por traficantes. Não foi em confronto a polícia, com exceção desse caso agora da Rocinha. Isso é da natureza dessa verdadeira nação de criminosos que se criou no Rio de Janeiro. Digo uma nação porque são pessoas que tem uma ideologia de facção, pessoas que te um desapego e uma irresponsabilidade total pela vida humana”, afirmou.