19 de maio de 2013

Treze civis morrem e 10 policiais são sequestrados no Iraque


RAMADI, Iraque, 18 Mai (Reuters) - Supostos militantes sunitas mataram quatro combatentes sunitas apoiados pelo Estado no Iraque neste sábado, disseram fontes de segurança, aparentemente vendo neles colaboradores do governo xiita da nação assolada pelo ódio sectário.

As tensões entre sunitas e xiitas no Iraque tem sido agravadas pelo conflito entre os rebeldes de maioria sunita e as forças do presidente alauíta Bashar al-Assad na vizinha Síria.
Os quatro milicianos "Sahwa" foram mortos em um ataque em seu quartel-general nas cercanias de Garma, 9 km a leste de Falluja, cidade na província de Anbar, no oeste iraquiano.
Atiradores também surpreenderam e sequestraram 10 policiais sunitas perto de Ramadi, a capital de Anbar, região sunita que faz fronteira com a Síria.
Ninguém reclamou a autoria dos atentados, mas grupos militantes sunitas estiveram por trás de episódios de violência anteriores, mirando forças de segurança em uma campanha para desestabilizar o governo de Bagdá, que rejeitam como ilegítimo.
Quando o derramamento de sangue entre sunitas e xiitas estava no auge, entre 2006 e 2007, Anbar estava sob o jugo do afiliado local da Al Qaeda, o Estado Islâmico do Iraque, que renovou suas força nos últimos meses.
Os Sahwa ("Despertar" em árabe) são membros de tribos sunitas que ajudaram as tropas dos EUA a subjugar a Al Qaeda em 2006. Agora estão na folha de pagamento do governo e são alvos frequentes de militantes sunitas.
Em outros episódios de violência, membros de tribos entraram em atrito com forças de segurança e incendiaram quatro de seus veículos depois que uma mulher e três de seus filhos foram mortos em uma batida do Exército ao norte de Ramadi.
Um carro-bomba estacionado perto de uma entrada da cidade de Latifiya, ao sul de Bagdá, matou cinco pessoas, informou a polícia.
A minoria sunita, ressentida com o domínio xiita desde a derrubada de Saddam Hussein por forças lideradas pelos EUA em 2003, vem realizando passeatas contra o primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki desde dezembro. Uma batida governamental sangrenta contra um campo de protesto sunita no mês passado em Hawija desencadeou uma onda de violência.
O saldo de mortos mensais está bem abaixo daqueles de 2006-07, quando chegavam a três mil, mas mais de 700 pessoas foram mortas em abril segundo uma contagem da Organização das Nações Unidas, a cifra mais alta em quase cinco anos.
Pelo menos 72 pessoas morreram em ataques na sexta-feira, 43 delas em dois bombardeios perto de uma mesquita sunita na cidade de Baquba.