25 de maio de 2013

Tio que teria matado motorista após atropelamento de criança é autuado por homicídio qualificado


O tio da menina que morreu após ser atropelada no bairro Morada da Barra, em Vila Velha, nesta sexta-feira (24), foi autuado pela morte do motorista do caminhão. Adriano de Oliveira responderá por homicídio qualificado. Segundo a polícia, ele foi visto com uma pedra de 20 kg nas mãos por duas testemunhas.
Porém, durante a perícia da Polícia Civil, foram encontradas pelo menos 15 perfurações no corpo do motorista João Querino de Paula, de 51 anos. Por isso, ainda não se sabe ao certo se ele foi morto pelas pedradas ou pelas facadas. Só o laudo final poderá detectar as causas da morte.
Bastante revoltada, a avó da criança foi ao Departamento Médico Legal (DML) nesta sexta-feira (24) para liberar o corpo. "Além de perder minha neta, perdi meu filho preso e estou com minha filha de resguardo depois do parto de dois recém-nascidos. Ele estava trabalhando e tem três filhos para sustentar. Ele foi preso de forma injusta", lamentou Lúcia de Oliveira.
Informações preliminares dão conta de que o motorista do caminhão não tinha carteira de habilitação. A equipe de reportagem da Rede Vitória tentou contato com a empresa responsável pelo veículo, mas não obteve retorno.
O Caso
A criança de dois anos morreu após ser atropelada por uma carreta na manhã desta sexta-feira (24), no bairro Morada da Barra em Vila Velha. Populares ficaram revoltados e teriam perseguido e assassinado o motorista da carreta. O veículo foi incendiado.
O acidente aconteceu na Avenida Jaguaraçu. De acordo com moradores, o caminhoneiro estava em alta velocidade e falando ao celular. Testemunhas disseram ainda que a mãe da criança estendia a roupa em um varal que fica bem ao lado da rua enquanto a menina brincava próximo a ela. Quando o caminhão passou, a criança se distraiu e correu para o meio da rua.
A mãe ficou desesperada e segurava a menina morta no colo enquanto a polícia tentava convencê-la a entregar o corpo da pequena Ávila Fantini.
Moradores contaram que, logo após o acidente, com medo, o motorista deixou o caminhão e saiu correndo. A população, revoltada, foi atrás dele. O homem foi alcançado e morto com uma facada. João era funcionário de uma fábrica de pisos e cimento.
Moradores também atearam fogo no caminhão e, em protesto, interditaram os acessos da rua. Segundo eles, muitos veículos pesados e em alta velocidade passam pelo local.