15 de maio de 2013

Teste brasileiro para hanseníase custa 'menos que um sorvete'


Desenvolvido no Brasil e nos Estados Unidos, um novo teste para diagnosticar a hanseníase, conhecida anteriormente como lepra, traz esperança na luta contra a doença no mundo todo.
Fabricado pelo laboratório Orangelife, no Rio de Janeiro, o teste pode detectar a doença em dez minutos e vai custar menos de US$ 1 - 'menos que um sorvete', segundo o presidente do laboratório, Marco Collovati.
O Ministério da Saúde planeja usar o teste em dois Estados do Nordeste no segundo semestre, em uma fase piloto antes de adotá-lo no restante do país.
Segundo Collovati, a vantagem do teste, além do baixo custo, é que 'ele é fácil de transportar e de armazenar e pode ser aplicado por agentes de saúde com treinamento muito básico'.
Precisão
A hanseníase é uma doença bacteriana que hoje tem cura, mas diagnosticar a infecção precoce, antes dela avançar, é um desafio - principalmente em regiões mais pobres e remotas.
A doença pode causar lesões permanentes na pele e nos olhos e deformidades nos membros. Quanto mais tempo se leva para fazer o diagnóstico, mais graves são as sequelas.
Depois da Índia, o Brasil tem o segundo maior número de pacientes com hanseníase no mundo, com cerca de 30 mil novas infecções a cada ano.
O exame reconhece a presença de anticorpos no sangue que reagem contra proteínas existentes nas bactérias,