22 de maio de 2013

Quando o balão bateu no chão, eu não conseguia sair', conta vítima


seis brasileiros permanecem internados, na Turquia, por causa da queda do balão em que faziam um passeio turístico. A equipe do Jornal Nacional conversou com uma das vítimas do acidente em que três brasileiras morreram.
O lugar escolhido pelos brasileiros para passar férias é um paraíso no centro da Turquia, na região da Capadócia. O parque nacional Gureme tem formações rochosas tão impressionantes que foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. E ano após ano os passeios de balão foram se tornando mais frequentes.
O momento do acidente segunda-feira de manhã foi gravado por um turista que estava em um balão que voava um pouco acima do outro em que estavam os brasileiros. É possível ver o tecido de um tocando na cesta do outro. Na sequência, o balão com os brasileiros cai rapidamente.
Nesta entrevista ao Jornal Nacional, Halil Uluer, o dono da Anatolian Baloon disse que pelas regras internacionais o balão que voa mais alto é que tem a responsabilidade de desviar. Ele mostra o local aproximado da colisão. "No vídeo podemos ver o lugar onde o balão se danificou", ele diz. "E por causa disso, o ar quente saiu", completa.
Depois que o balão vinha em queda livre, segundo o dono da empresa, o piloto fez o possível para suavizar o pouso. Fotos feitas por um turista brasileiro que estava em outro balão mostram o rombo no tecido.
Foi em um descampado a aproximadamente dois quilômetros do parque nacional de Goreme onde o balão caiu. É possível ver pedaços queimados, o que parecer ser a lona do balão onde viajavam os turistas brasileiros.
Em outro ponto, a equipe do Jornal Nacional encontrou parte do material que foi usado pelos socorristas para dar o primeiro atendimento no local do acidente. E o que dá para perceber é que o solo é bastante fofo, o que pode ter atenuado o impacto da queda do balão.

Autoridades turcas investigam o caso, mas ainda não se pronunciaram sobre as causas do acidente.

Segundo a embaixada brasileira na Turquia, os corpos de duas das três brasileiras mortas na Turquia já foram transportados para Ancara, onde vão ser identificados pelas famílias e depois – ainda sem data definida – transportados para o Brasil.
Uma das vítimas, Rosana Santo, depois de ser operada na noite desta terça-feira, recebeu a visita do filho no hospital. Ela contou como foi o acidente.
“Ouvi um barulho, como se fosse uma coisa estourando. Ele falou: ‘vamos gente, se protejam que o balão furou’. Eu falava para o meu marido: ‘não quero morrer’. Não senti o balão bater no chão”, lembra. “Eu rezava tanto e só via uma coisa cor de rosa na minha frente. Só que quando bateu no chão, eu não conseguia sair do balão. Eu estava com a coluna quebrada”, conta.
O marido de Rosana, Wagner Santo, ainda está sendo avaliado pelos médicos para saber se será operado na Turquia ou se poderá ser removido para São Paulo. De acordo com o filho de Wagner e Rosana, o pai teve várias fraturas e precisa de três cirurgias.