24 de maio de 2013

Moradores tentam voltar à rotina no Alemão, Rio, após morte de criminoso

Comércio amanheceu fechado após morte de traficante na noite de quarta (22) (Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo)


Moradores do Conjunto de Favelas do Alemão, na Penha, Zona Norte do Rio, tentam voltar à rotina após a morte de um criminoso na quarta-feira (24). Na quinta-feira (24), o comércio da região e algumas escolas amanheceram fechados, conforme mostrou o Bom Dia Rio desta sexta-feira (24).
Mais de 13 mil alunos de escolas públicas da região ficaram sem aulas e até o posto de cadastramento do Bolsa-Família interrompeu o atendimento. Nos postos de saúde, o expediente terminou duas horas mais cedo e 21 escolas e creches dispensaram os alunos.
No entanto, em entrevista à Rádio CBN na quinta-feira, o coronel Paulo Henrique, coordenador das UPPs, disse que o fechamento do comércio e das escolas nas comunidades se deve  à "demonstração do descontentamento dos traficantes de drogas com a ação da polícia". "São décadas de domínio do crime organizado e a cultura do medo [por parte dos moradores e comerciantes] ainda permanece", disse.Às 7h30 desta sexta-feira, o policiamento estava reforçado na região. Segundo a coordenação das UPPs, a ordem partiu dos criminosos que voltaram a provocar medo entre os moradores.
Morte de criminoso
Na noite de quarta, um homem morreu após troca de tiros entre policiais militares e criminosos da região. O tiroteio teria começado depois de o rapaz passar, em grupo, na frente de agentes do Regime Adicional de Serviço (RAS) em uma localidade considerada estratégica pela polícia, já que dá acesso a diversos lugares do conjunto, conhecida como Cufa.

Ainda de acordo com a polícia, a perseguição seguiu até a região do Areal, onde o rapaz foi baleado. No tiroteio, um homem, identificado como Anderson Simplício de Mendonça, de  vulgo ‘Orelha’, de 29 anos, foi baleado e socorrido pelos policiais que o levaram para a UPA do Alemão, onde morreu. Com Anderson foi apreendido um revolver 38, 2 cartuchos de AK 47, 20 munições do calibre 7,62 e 8 do calibre 38. O caso está sendo investigado pela 22ª DP (Penha).
Confrontos frequentes
Os confrontos entre criminosos e policiais no Complexo do Alemão têm sido frequentes nos últimos meses. No início de maio, um traficante morreu depois de trocar tiros com policiais na localidade conhecida como Pedra do Sapo. Em março, PMs da UPP também foram alvos de disparos de criminosos na mesma região. Na época, ninguém ficou ferido e não houve prisões. A situação tem deixado a população apreensiva.