23 de maio de 2013

EJACULAÇÃO RETRÓGRADA


O que é?
Durante uma relação sexual, o esperma (sêmen) é lançado pela uretra e daí para fora do corpo. Quando ocorre o inverso, isto é, em vez de sair pela uretra, toma a direção da bexiga, se chama de ejaculação retrógrada.
Normalmente durante a ejaculação, a bexiga fecha sua "saída" (colo vesical), impedindo que o esperma entre no seu interior e fazendo com que este saia pela uretra e extremidade do pênis.
Como se desenvolve?
As causas podem ser neurológicas, traumáticas ou medicamentosas.
Neurológicas: Entre as causas neurológicas temos a esclerose múltipla, os traumatismos de coluna.
A neuropatia periférica secundária a diabetes freqüentemente causa a ejaculação retrógrada.
Traumáticas: Como causas traumáticas temos as cirurgias abdominais ou pélvicas, que podem interferir na inervação da bexiga e assim causar o problema.
Outros procedimentos cirúrgicos, como a ressecção endoscópica da próstata também interferem no colo vesical originando a ejaculação retrógrada.
Medicamentosas: Como causas medicamentosas, aparecem algumas drogas que, utilizadas para tratamento de doenças cardíacas ou do aumento da pressão arterial, podem levar à ejaculação retrógrada.
O que se sente?
O paciente nota uma nítida redução no volume do esperma ou mesmo ausência deste no momento do orgasmo.
Como se faz o diagnóstico?
Um exame qualitativo de urina é colhido logo após o orgasmo e examinado ao microscópio; se houver a presença de espermatozóides, o diagnóstico de ejaculação retrógrada está feito.
Quais as conseqüências?
A principal conseqüência da ejaculação retrógrada é a infertilidade masculina. Desconforto físico e psicológico durante as relações sexuais são outras queixas observadas.
Como se trata?
O tratamento mais utilizado é o uso de drogas que fecham o colo vesical como a amitriptilina, a imipramina, a efedrina, entre outras.A estimulação vibratória peniana e a eletroejaculação são técnicas especiais utilizadas principalmente em pacientes neurológicos.
Na infertilidade, pode-se recuperar os espermatozóides, recolhendo-os da urina após o orgasmo e de imediato fazer inseminação artificial. Para facilitar as relações na falta de ejaculação, o paciente poderá usar lubrificantes especiais.