16 de maio de 2013


CRONOLOGIA DA ERUPÇÃO DENTÁRIA - PARTE II DENTIÇÃO MISTA
Erupção da Dentição Mista 
Na Dentição Mista, convivem na boca da criança, dentes decíduos e dentes permanentes, por cerca de 5 anos, é uma fase que deve ser bem conhecida dos pais. Como será mostrado, os primeiros dentes permanente nascem aos 6 anos, atrás de todos os dentes decíduos, é o Primeiro Molar permanente, dando início a Dentição Mista. Depois dos Primeiros Molares nascem os Incisivos Centrais permanetes, esquerdo e direito, (quase sempre primeiro os inferiores e depois os superiores). A seguir nascem os Incisivos Laterais permanentes e assim fica completa a dentição mista. Muitas vezes na dentição mista já está caracterizado o que será a oclusão dos dentes permanente. É importante que um especialista em Ortodontia examine o paciente nesta fase de Dentição Mista.

Erupção dos Primeiros Molares Permanentes 
Este é um acontecimento marcante, que deve ser bem ressaltado. Os Primeiros Molares permanentes, que nascem aos 6 anos, dão início a dentição mista, a qual caracteriza-se pela presença de dentes permanentes e dentes de leite, que convivem na boca da criança aproximadamente durante cinco (5) anos. Depois de erupcionados todos os dentes de leite, irrompem os quatro (4) Primeiros Molares permanentes, dois na arcada dentária superior e dois na inferior, o que ocorre em redor dos 6 anos de idade, mas pode acontecer aos 5 ou aos 7 anos de idade. Geralmente os inferiores nascem primeiro.

Como estes dentes, não têm antecessores provisórios, rompem a gengiva para erupcionar. Seu nascimento pode provocar dor, maior ou menor, segundo a sensibilidade da criança. Um carinho pode ser o suficiente para aliviar este problema.
Deve-se enfatizar, para pais e responsáveis, que estes Primeiros Molares permanentes nascem atrás dos decíduos, sem que caia nenhum dente de leite para eles nascerem. Ocorre, freqüentemente, que são confundidos pelos pais pensando que eles são dentes de leite. Nenhum dente de leite deve ser descuidado e não devem ser perdidos por cárie. Mas, perder prematuramente os Primeiros Molares permanentes, por cárie, confundido com dentes decíduo, como ocorre em alguns casos, é extremamente lamentável. Estes dentes são quem mantém a oclusão na mudança dos decíduos, motivo pelo qual são chamados dentes "chave da oclusão", sua perda prematura é catastrófica para a oclusão.
Observa-se na figura, que os Primeiros Molares superiores articulam com os inferiores, como os dentes de uma engrenagem. O normal desejável é quando o molar inferior está mais para frente do que o superior, então suas cúspides engrenam da forma chamada CLASSE I (Angle).
Relação Molar – Classes de Angle
Engrenamento cuspídeo dos Primeiros Molares permanentes.
As faces posteriores (distais) dos Segundos Molares decíduos guiam e proporcionam o engrenamento entre as cúspides dos Primeiros Molares superiores e inferiores, podendo-se prever como será o posicionamento em Classe de Angle. 
O mais favorável é quando existe um discreto degrau das faces distais dos Segundos Molares Decíduos inferiores para frente (mesial) do que as faces distais dos Segundos Molares decíduos superiores. Este degrau proporciona que os Primeiros Molares permanentes ocluam em CLASSE I (Angle) Quando o degrau não existe e as faces distais dos Segundos Molares Decíduos estão na mesma linha, ainda há boas possibilidades de que os Primeiros Molares entrem em chave de oclusão de Classe I (Angle). Isto pode acontecer graças ao "leeway" ou ao crescimento horizontal da mandíbula que, geralmente, é maior do que o crescimento horizontal da maxila

Quando o degrau formado pelas faces distais dos Segundos Molares Decíduos é o reverso do desejado, isto é a face distal do Segundo Molar decíduo superior está mais para frente (para mesial) do que a face distal do Segundo Molar decíduo inferior, então aos Primeiros Molares permanentes ao erupcionarem irão engrenar em CLASSE II (Angle), o que determinará que todos os outros permanentes irão erupcionar com está anomalia de CLASSE II
Na ocorrência do degrau para mesial ser exageradamente grande, bem maior do que aquele desejado para entrar em Classe I, então os Primeiro Molares irão ocluir em Classe III (Angle), prenunciando macrodontia mandibular
Leeway 
O leeway é um dos recursos que a natureza colocou para facilitar a oclusão normal dos Primeiros Molares permanentes. (Oclusão em Classe I de Angle). Ao contrário dos Incisivos Permanentes, que são maiores do que os Incisivos Decíduos, o diâmetro disto-mesial somados do grupo de Caninos e Molares Decíduos é maior do que os dentes que lhes irão substituir (Caninos e Prémolares). Este espaço que sobre é denominado de "leeway", é maior na arcada inferior (3.6 mm) do que na arcada superior. (1.8 mm.).

Alguns autores têm recomendado a utilização do espaço do leeway para favorecer a acomodação dos Incisivos Permanentes, quando lhes falta espaço, recomendam um arco lingual, que impede que os Primeiros Molares inferiores migrem para mesial na ocasião da mudança da dentição mista para permanente. Este é um recurso que por certo poderá ser utilizado, porém deverá se ter em conta que a natureza lhes colocou ai com a finalidade de prover espaço e bom engrenamento dos Molares, não para solucionar os problemas de espaço dos dentes anteriores. Assim, sendo deverá ser avaliadas as vantagens e desvantagem de utilizar este espaço para os anteriores.
Se as faces distais dos 2° Molares Decíduos não têm o degrau favorável, para o bom engrenamento cuspídeo dos Primeiros Molares, a utilização deste espaço na arcada inferior, poderá dificultar o bom engrenamento cuspídeos dos Primeiros Molares e até propiciar que os Molares entrem em Classe II (Angle). E então o pretendido benefício pode gerar uma malefício maior.