25 de maio de 2013

Carta achada em casa de suspeita de ataques será examinada em SC


A Polícia Civil encontrou uma carta assinada por duas facções criminosas na casa da mulher presa na manhã desta sexta-feira (24) em Criciúma, Sul de Santa Catarina, suspeita de ser a mandante do ataque a um ônibus na cidade na noite de quarta (22). Na casa ainda foi preso um jovem de dezoito anos. A carta contendo ameaças será encaminhada para análise no Instituto Geral de Perícias (IGP).
VALE ESTA Carta facção criminosa encontrada em Criciúma após ataque em ônibus (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Carta facção criminosa encontrada em Criciúma após
ataque em ônibus (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Em depoimento, a suspeita negou envolvimento com a organização criminosa e disse que desconhecia o bilhete. A Polícia Civil informou que até o início da próxima semana, o documento vai passar por exame grafotécnico no IGP com os dois suspeitos para saber se foram eles mesmo que escreveram.

Supostamente assinada por duas facções criminosas, uma de Santa Catarina, e outra de São Paulo, a carta contém ameaças à polícia e justifica o motivo dos ataques no Estado.
De acordo com o delegado André Milanese, a mulher já tinha mandado de prisão preventiva, suspeita de ser mandante de um homicídio. Ela é casada com um presidiário, condenado por assalto.
O delegado informou ainda que rapaz de 18 anos, preso junto com a suspeita, confessou que havia ateado fogo no ônibus. O jovem disse que praticou o atentado sozinho, mas a polícia não confirma a veracidade da informação, já que testemunhas contaram que seis pessoas armadas entram no coletivo e começaram o incêndio.

Entenda o caso
Além disso, o rapaz contou que a motivação para o crime seria uma represália por ter sido agredido pela polícia, mas o delegado não acredita que seja verdade.
Os dois suspeitos estão presos na delegacia da cidade, mas devem ser transferidos para o Presídio Regional de Criciúma.

Desde a manhã de segunda-feira (20), Santa Catarina enfrenta uma terceira onda de atentados. O primeiro foi em São José, quando dois homens incendiaram um ônibus coletivo e entregaram dois DVDs gravados no Complexo Penitenciário de São Pedro de Alcântara. Os DVDs contêm cerca de seis minutos de gravação.
Na terça-feira (21), criminosos atiraram contra a Câmara de Vereadores de Itajaí. Na madrugada de quarta (22), uma caminhonete pegou fogo no Morro do Avaí, em São José. Ambos os casos não foram relacionados pela polícia como relacionados a facção criminosa.
Na manhã de quinta-feira (23), a Polícia Militar prendeu em flagrante um homem de 32 anos suspeito de colocar fogo em uma moto roubada em Gaspar, no Vale do Itajaí. Segundo a entidade, a ocorrência foi por volta das 20h de quarta-feira (22) no bairro Bela Vista. De acordo com a PM, o suspeito afirmou à polícia que traficantes de uma facção criminosa pediram para que ele ateasse fogo na moto em troca de crack.
Na noite de quarta-feira (22), um ônibus foi incendiado no bairro Progresso, em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. A polícia não confirma relação com a facção criminosa que vem agindo no estado.
Em Joinville, no Norte do estado, um ônibus coletivo foi incendiado no bairro Bom Retiro na noite de quinta-feira (23) . De acordo com a Polícia Militar da cidade, três jovens entraram no ônibus, mandaram que todos os ocupantes saíssem e atearam fogo. A PM está investigando o crime para saber se está relacionado com a facção criminosa envolvidas nas duas primeiras ondas de violência no estado.