28 de maio de 2013

Ao custo de R$ 3,2 milhões, presídios do DF recebem scanner de corpo




O governo do Distrito Federal entregou nesta segunda-feira (27) oito scanners de corpo que serão utilizados na revista de visitantes aos presídios do DF. Com custo de cerca de R$ 400 mil cada, os equipamentos serão instalados nos seis presídios do DF.
Os scanners devem ajudar a coibir a entrada de objetos ilegais e também agilizar a revista. O agente penitenciário deixará de ter contato físico com o visitante. Com o equipamento, é possível ver na tela de um computador se a pessoa carrega celulares ou drogas, por exemplo.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a maioria dos presos no DF hoje tem entre 18 e 25 anos, é de baixa renda, reincidente e tem envolvimento com tráfico de drogas.
As visitas nos presídios acontecem duas vezes por semana, nas quartas e quintas-feiras. São cerca de 3,6 mil pessoas por dia nas seis unidades prisionais. A fiscalização prende em média quatro visitantes por semana. A maioria é de mulheres que tenta levar drogas para os companheiros presos.
O principal problema do sistema penitenciário no DF é a superlotação. As seis unidades prisionais abrigam 11.998 pessoas. A capacidade é de apenas seis mil vagas. O governo pretende construir mais 4,6 mil vagas. Dessas, 600 já começaram, no SIA, no Centro de Progressão Penitenciária, que deve fica pronto em três meses. As outras quatro mil ainda estão em licitação.