24 de maio de 2013

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Numerosos estudos têm explorado a relação entre possuir um animal de estimação e doença cardíaca, muitos deles apontando para potenciais benefícios cardiovasculares.
Animal de estimação está associado a uma redução de risco para doença cardíaca
Estes benefícios seriam decorrentes de vários fatores associados com o fato do indivíduo possuir um animal de estimação, sendo o fator mais evidente o aumento da atividade física.
No intuito de sistematizar e analisar criticamente as pesquisas já existentes sobre o assunto, a Associação Americana do Coração realizou uma revisão dos principais dados conhecidos e produziu um documento publicado na revista científica Circulation. Neste documento é confirmado o potencial efeito benéfico de possuir um animal de estimação, particularmente cães, sobre o risco de desenvolver doença cardíaca. Estes estudos, apesar de demonstrar um claro efeito na redução do risco cardíaco, não permitem a comprovação de uma relação causa-efeito.
Muitos fatores associados ao de possuir um animal de estimação podem juntos contribuir para este efeito. A atividade física aumentada, o carinho e o senso de responsabilidade para com o animal, são alguns destes fatores que podem reduzir o estresse, o que sem dúvida contribui para a redução do risco de doenças.
O documento salienta que adquirir um animal de estimação não deve servir como propósito de prevenção primária de doença cardíaca. Isto porque, provavelmente, quem não gosta de animais, além de ter os contratempos de possuir um, não sentiria o mesmo prazer que resultaria nos benefícios.
É bem conhecida a importância das interações sociais, particularmente os fortes laços familiares, agindo positivamente sobre a saúde dos indivíduos. Estudos demonstram de forma consistente um risco aumentado de morte em pessoas com baixa quantidade e/ou qualidade de interações sociais. O isolamento social é considerado um grande risco para o desenvolvimento de doença e morte, sendo equiparado ao fumo, obesidade, sedentarismo e pressão alta, como fator de risco.
Gostar e possuir animais de estimação se agrega como mais um fator neste conjunto de interações afetivas e sociais que, de forma ainda pouco conhecida, atua aumentando a autoestima e sensação de bem-estar e diminuindo o risco de doenças.