27 de maio de 2013

AFTAS

Sinônimos:
Estomatite aftóide recorrente
O que é?
É a enfermidade da mucosa bucal mais comum, caracterizando-se por úlceras (feridas) branco-amareladas de contorno avermelhado, múltiplas ou solitárias.
Como se desenvolve ou se adquire?
As causas ainda são desconhecidas, embora haja evidências de auto-imunidade. Pode estar associada a alterações genitais (ciclo menstrual) e de outros órgãos. Em muitos casos, ocorre a nítida associação com o estresse emocional ou ingestão de alimentos.
É, raramente, observada em fumantes, que, pela ação irritativa do fumo e da temperatura do cigarro, têm uma mucosa mais espessa e resistente.
O que se sente?
Manifesta-se por lesões que variam em número e intensidade, mas costumam ser percebidas pela ardência e área avermelhada. Podem atingir toda a mucosa oral, sendo mais freqüente na borda da língua e sulcos gengivo-labiais. As lesões da afta minor, pequenas e superficiais, desaparecem, em média, em dez dias e não deixam cicatrizes. Já a major pode demorar até um mês para regredir e deixa cicatrizes. Podem ocorrer agrupamentos de lesões, o que denomina a afta herpetiforme.
Como o médico faz o diagnóstico?
A partir da identificação da úlcera, recoberta por uma membrana branco-amarelada e circundada por um halo vermelho.
Como se trata?
O tratamento depende da intensidade do quadro. As medicações de uso sistêmico, como os imunossupressores, são mais efetivas na redução dos sintomas. Por possuírem efeitos colaterais indesejáveis são reservadas para os casos mais severos da doença. Os quadros clínicos mais leves podem ser tratados com aplicação tópica de anti-sépticos, antiinflamatórios, anestésicos ou protetores de mucosa, naturais ou sintéticos.
Como se previne?
Pessoas com propensão para aftas devem evitar consumir frutas e condimentos ácidos. O combate ao estresse também é um forte aliado.