15 de maio de 2013


Acusado de estupro e sequestro em Cleveland vai declarar inocência

Ariel Castro responde por manter três mulheres rendidas por uma década.
Defesa não informou sobre quais bases ele alegará inocência.


Ariel Castro, acusado de sequestrar e estuprar três mulheres que passaram uma década em cativeiro em sua casa em Cleveland, Ohio, nos Estados Unidos, vai alegar que é inocente das acusações, afirmou um de seus advogados.
"Fará uma declaração de inocente", disse à AFP o advogado Jaye Schlachet.
Ele não informou sobre quais bases Castro alegará inocência em um caso que chocou os Estados Unidos, ao mesmo tempo que pediu à opinião pública que evite tirar conclusões de forma precipitada.
Não é um monstro e não deveria ser demonizado pela mídia", afirmou o advogado.
Segundo o defensor, seu cliente sob observação na cadeia para que não cometa suicídio.
Castro, de 52 anos, que está preso e que teve a fiança estabelecida em US$ 8 milhões, foi indiciado pelo sequestro e estupro de três mulheres, assim como pelo sequestro da filha de seis anos que teve com uma de suas vítimas.

Castro, um desempregado ex-motorista de ônibus, de 52 anos, de origem porto-riquenha, foi indiciado na quarta-feira da semana passada por estupro e quatro sequestros, os das três jovens mulheres, Amanda Berry, Gina DeJesus e Michelle Knight, que manteve em cativeiro por 10 anos, e o de Jocelyn, de seis anos, a filha que o acusado teve com Berry.
A promotoria também estuda acusá-lo de assassinato com agravante de bebês não nascidos. Pelo menos um dos fetos morreu durante as agressões recebidas por uma das vítimas, um crime que pode ser punido com a pena de morte.
"Todos os elementos serão apresentados durante o julgamento", disse Schlachet.
"Pedirei à comunidade que não se apresse, que considere cada coisa antes de expressar a opinião".
Amanda Berry (centro) tinha desaparecido em 2003 aos 16 anos (Foto: WOIO/AFP)