19 de maio de 2013

A Síndrome das Pernas Inquietas (SPI)


Doenca de Ekbom
O que é?
É uma doença crônica, trata-se de desordem sensorial, que se caracteriza por sensaçao de muito desconforto, parestesias (sensações subjetivas, de frio, calor, formigamento, pressão, etc.) que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação) nas pernas, principalmente, quando se esta em repouso. Afeta em torno de 15% da população adulta. Seu diagnóstico é importante, pois o tratamento é capaz de proporcionar alivio para aqueles que são afetados por este incômodo mal. Apresenta leve predominio no sexo feminino.
O que se sente?
Manifesta-se por desconforto nos membros. As pessoas descrevem estas sensações como: fisgadas, intensas coceiras, que somente são aliviadas com movimentos de flexão, de extensão ou cruzamento das pernas. Essas manifestações costumam interferir com a qualidade do sono. A síndrome das pernas inquietas pode tornar difícil iniciar o sono e manter-se dormindo. Pessoas com síndrome das pernas inquietas não têm tempo suficiente de sono, podendo sentir-se cansadas e sonolentas durante o dia, o que torna difícil a concentração, interferindo no trabalho, estudo, e mesmo nas atividades cotidianas e, até mesmo, dando mau humor.
Tanto a frequência como a intensidade das manifestações são variáveis. Um determinado paciente pode ficar sem manifestações por longos períodos e outro poderá ser acometido muitas vezes durante um mesmo dia. A doença pode surgir em qualquer idade; entretanto, é mais comum seu aparecimento até os 40 anos. Os sintomas das pernas inquietas podem provocar um grande impacto negativo na vida do seu portador:
Como se adquire?
E provável que a heranca tenha papel muito importante na gênesis da síndrome, embora outras patologias como anemia ferropênica e polineuropatia sejam importantes fatores.
Há dois tipos de síndrome das pernas inquietas: 
Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) idiopática. É o mais comum. Após se manifestar uma vez, geralmente, torna-se para toda a vida. Com o passar do tempo, os sintomas tendem a piorar e a ocorrer com maior frequência.
Síndrome das Pernas Inquietas Secundária. Esse tipo é causado por outra doença ou condição médica, e algumas vezes por certos medicamentos. Os sintomas podem desaparecer quando a doenca básica é curada ou se para de tomar o medicamento desencadeante.
Causas da Sindrome das Pernas Inquietas Idiopáticas
Nos casos de síndrome das pernas inquietas idiopática, a causa não é encontrada.
Causas da Síndrome das Pernas Inquietas Secundária
A síndrome das pernas inquietas secundária é causada por certos medicamentos ou por outra doença . Algumas doenças e condições médicas que podem causar a síndrome das pernas inquietas secundária são:
Deficiência de ferro, com ou sem anemia.
Insuficiência renal.
Diabetes.
Mal de Parkinson.
Danos ao nervos das mãos ou pés.
Artrite reumatóide.
Gravidez (surge no último trimestre e costuma desaparecer semanas após o parto).
Critérios Internacionais Mínimos de SPI
desejo de movimentar os membros, geralmente associado à parestesia (sensações cutâneas subjetivas - frio, calor, formigamento, pressão cutanea - vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulo, ou à disestesia ( distúrbio neurológico caracterizado pelo enfraquecimento ou alteração na sensibilidade dos sentidos) sensações que ocorrem espontaneamente durante o despertar.
inquietude motora: os pacientes durante a vigília se mexem para aliviar os sintomas de parestesia ou disestesia ou de desconforto nas pernas.
sintomas pioram ou estão presentes só no repouso.
sintomas pioram no fim do dia ou à noite.
Outras Características Clínicas 
Distúrbios do sono e suas consequências.
Movimentos periódicos dos membros durante o sono e movimentos involuntários em vigília e em repouso.
Exame neurológico e eletroneuromiografia normais nas formas idiopáticas. As formas secundárias apresentam as evidências clínicas e laboratoriais de acordo com a etiologia.
História familiar algumas vezes presente e sugerindo a herança autossômica dominante.
Teste Diagnóstico
O paciente é mantido imóvel no leito, com as pernas em hiperextensão. Esse método desencadeia sensações parestésicas e movimentos periódicos de membros em 81% dos pacientes com SPI, sendo feito registro eletroneuromiográfico do músculo tibial anterior. Outros
Alguns procedimentos diagnósticos são relevantes para os casos relacionados a distúrbios hematológicos (ferro, ferritina, transferiria, vitamina B12, folato), renais crônicos, e nos casos de suspeitas específicas, exames como a eletroneuromiografia, provas reumatológicas, exames vasculares, etc deverão ser apropriadamente solicitados.
Tratamento.
O tratamento da síndrome das pernas inquietas visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade do sono e tratar ou corrigir a condição que pode estar causando a síndrome. Várias drogas drogas podem ser empregadas para o controle dos sintomas.O tratamento deve ser iniciado quando os sintomas são graves durante o dia ou interferem no sono. O controle dos sintomas pode trazer real melhora na qualidade de vida.
Os aspectos relativos ao tratamento são controversos. Não existe medicamento específico para o tratamento da SPI.
A American Academy of Sleep Medicine reconhece que os agentes dopaminérgicos são as drogas que melhor resultado oferecem no tratamento da SPI.
Os tipos de tratamento incluem mudanças de hábitos e/ou medicamentos. As mudanças de hábitos que podem aliviar os sintomas da síndrome das pernas inquietas são: 
Evitar álcool, cafeína, fumo e alguns medicamentos (certos antidepressivos, remédios contra náusea, anti-psicóticos e anti-histaminas).
Adotar bons hábitos de sono: manter o quarto quieto, escuro e confortável; usar o quarto para dormir e não para ver tv, usar computador e outras atividades; ir dormir e acordar nos mesmos horários.
Seguir um programa de exercícios físicos moderados.
SPI em criancas e adolescentes
Em adolescentes, a SPI secundária à baixa reserva de ferro está associada muitas vezes com insônia inicial grave e movimentos periódicos de membros. Em crianças, os sintomas de SPI e movimentos periódicos de membros não são específicos assim como dores de crescimento, sono não repousante, insônia e sonolência diurna, frequentemente não são percebidos pelos pais. Sugere-se também a correlação entre SPI e hiperatividade com déficit de atenção, bem como a íntima relação entre anemia (baixos níveis de ferro e ferritina séricos) e SPI e a melhora clínica com a ferro-terapia.