13 de abril de 2013

Terremoto de 6 graus deixa 19 feridos no oeste do Japão

Tóquio, 13 abr (EFE).- O terremoto de 6 graus na escala Richter que atingiu neste sábado a costa do Mar Interior do Japão, no oeste do país, deixou pelo menos 19 feridos e pequenos danos em alguns edifícios, mas não ativou o alerta de tsunami.
O tremor, de nível 6 na escala japonesa, com foco maior nas zonas afetadas do que na intensidade do sismo, aconteceu às 5h33 locais perto da ilha de Awaji e seu hipocentro foi registrado a dez quilômetros de profundidade, especificou a Agência Meteorológica do Japão.
O Serviço de Vigilância Geológica dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) fixou a magnitude do sismo em 5,8 graus e seu hipocentro a 14 quilômetros de profundidade.
A Agência Nacional de Polícia explicou que até o momento o tremor deixou 19 feridos em cinco municípios diferentes.
Destes, dez vivem em Hyogo, onde se encontra a ilha de Awaji e em que as autoridades locais constataram algumas imperfeições em paredes e telhados, mas nenhum grande dano em estruturas.
Tampouco houve problemas nas muitas usinas nucleares que se concentram no oeste do Japão, incluindo a de Oi, em Fukui, a única que permanece em atividade em todo o país após o acidente na central atômica de Fukushima por causa do terremoto e posterior tsunami de 11 de março de 2011.
Os serviços ferroviários no município de Hyogo foram suspensos temporariamente para inspeções de segurança, mas a maioria das linhas já funciona com normalidade.
Os principais aeroportos da região e grandes infraestruturas como estradas e pontes não registraram prejuízo algum.
Até o momento houve na região dez réplicas com intensidade entre 2,7 e 3,8 graus na escala Richter, ao tempo que a Agência Meteorológica do Japão advertiu que a atividade sísmica será intensa em toda a zona durante aproximadamente uma semana.
Na madrugada de 17 de janeiro de 1995, um terremoto de 6,8 graus nas cercanias da ilha de Awaji provocou enormes danos, especialmente na cidade de Kobe e em seus arredores, e deixou mais de seis mil mortos