14 de abril de 2013

SAUDE


Clamídia é muito confundida com candidíase

Clamídia é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais frequentes do planeta, mas muitas vezes é confundida com a candidíase
Muitas mulheres confundem clamídia com candidíase, apesar da clamídia ser assintomática em 70% dos casos. A confusão aparece nos casos em que há queimação ao urinar e dor durante o sexo. Mas não confunda, a candidíase é provocada por um fungo, o Candida albicans. Já a clamídia, pela bactéria Chlamydia trachomatis. "A candidíase produz coceira, secreção esbranquiçada e pode deixar a vagina e a vulva inchadas e avermelhadas. Geralmente, ocorre quando há queda na imunidade", ensina a ginecologista Elisabete Dobao, do Rio de Janeiro. Sete em cada 10 mulheres com clamídia só descobrem que sofrem da doença quando se deparam com infertilidade, aborto espontâneo, parto prematuro ou ao dar à luz um bebê com conjuntivite.

Nos homens, a dúvida fica entre clamídia e gonorreia. "Ambas são transmitidas sexualmente, causam secreção, ardor ao urinar, formigamento na uretra, dor durante a relação e podem levar à infertilidade", diz Paulo Giraldo, presidente da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis — Regional São Paulo. "A clamídia, assintomática em até metade dos casos em homens, tem secreção mais clara e em menor quantidade", aponta o médico. "Já a bactéria da gonorreia, a Neisseria gonorrheae, gera secreção amarelada e pode sumir em três dias", compara. Aproveitando a deixa: o sumiço da secreção não significa cura. 

A região só recebe atenção quando alguma disfunção dá as caras. Mas cuidados diários são essenciais para mantê-la equilibrada e capaz de proteger todo o aparelho genital.