13 de abril de 2013


Proibição de vans expõe quadro desigual de transporte no Rio


odos os dias, Marcio de Faria toma uma van na comunidade do Vidigal para chegar ao ponto de táxi onde trabalha como atendente, no bairro do Leblon, zona sul do Rio. O percurso dura menos de dez minutos e custa R$ 2,50, preço pago com o vale-transporte que ganha do patrão.
A partir da semana que vem, no entanto, tudo vai mudar. Com a proibição pela Prefeitura do Rio à circulação de vans em parte da zona sul da cidade, a condução tomada por Faria não vai mais deixá-lo nas proximidades do trabalho. Para não precisar pagar mais R$ 2,75 por uma passagem de ônibus, ele já planeja fazer o restante do percurso a pé.
'Vou ter que começar a sair mais cedo para não chegar atrasado ao trabalho. Se todo dia eu chegar atrasado, o patrão vai me dar um carrinho', brinca Marcio, ao comentar sobre o receio de ser demitido.
Faria é uma das milhares de pessoas que serão afetadas pela proibição à circulação de vans e kombis em 11 bairros da zona sul do Rio de Janeiro que entra em vigor na segunda-feira. A medida, no entanto, permite que o transporte alternativo continue a operar nas comunidades da Rocinha e do Vidigal, circulando por itinerários específicos.
Estupro
A proibição foi anunciada pouco menos de duas semanas depois de uma turista estrangeira ter sido estuprada e seu namorado agredido após tomarem uma van que seguia de Copacabana ao bairro da Lapa, em um crime que chocou a cidade. Apesar da repercussão do caso, de acordo com o jornal O Globo, o prefeito Eduardo Paes afirmou que a decisão de proibir a circulação de vans já 'estava no plano de voo' e prevista para abril.
Durante o anúncio da medida, Paes afirmou que a prefeitura avalia que não há necessidade de que vans