16 de abril de 2013


Policial militar vai nesta terça a júri popular acusado de matar juíza em Niterói

O policial militar Carlos Adílio Maciel dos Santos vai a julgamento nesta terça-feira (15) em Niterói, na região metropolitana do Rio, acusado de participar da morte da juíza Patricia Acioli, em 11 de agosto de 2011. O réu responderá por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, mediante emboscada e com o objetivo de assegurar a impunidade do arsenal de crimes) e formação de quadrilha.
Estão previstas as participações de oito testemunhas no júri, que será comandado pelo juiz Peterson Barroso Simão, do 3º Tribunal de Júri de Niterói. Carlos dos Santos estava preso quando ocorreu o crime. Ele responde a auditoria da Justiça Militar por desvio de munições do Batalhão de São Gonçalo (7° BPM).
A juíza Acioli foi assassinada com 21 disparos na porta de casa no bairro de Piratininga, na região oceânica de Niterói. De acordo com denúncia do Ministério Público, a morte seria uma represália às investigações feitas pela magistrada contra PMs envolvidos em autos de resistência – quando há morte em confronto e o policial alega legítima defesa.
Ainda segundo o MP, o crime teria sido articulado pelo tenente-coronel Claudio Luiz Silva de Oliveira, ex-comandante do Batalhão de São Gonçalo, e pelo tenente Daniel Santos Benitez Lopez. Os dois oficiais foram transferidos em dezembro de 2011 para o presídio federal de Campo Grande (MS).
Quatro acusados já foram condenados
O cabo da Polícia Militar Sérgio Costa Júnior foi o primeiro a ser condenado pelo assassinado, em julgamento no dia 4 de dezembro de 2012. Réu confesso, ele foi beneficiado por delação premiada, ou seja, por entregar comparsas no crime, e recebeu pena de 21 anos de prisão em regime fechado.
Em 30 de janeiro deste ano, mais três policiais militares foram julgados e condenados.  Jefferson de Araújo Miranda recebeu pena de 26 anos; Jovanis Falcão, de 25 anos e seis meses; e Junior Cezar de Medeiros, de 22 anos e seis meses. Todos foram desligados da Polícia Militar.