26 de abril de 2013



Polícia procura ciclista suspeito de 



esfaquear mulheres em túnel de Mogi


Agressor feriu as duas vítimas na região das nádegas, segundo a polícia.
De acordo com elas, ele teria cerca de 40 anos e é calvo.

Uma jovem de 16 anos foi esfaqueada na região das nádegas por um ciclista, nesta quinta-feira (25),  em Mogi das Cruzes(SP). Segundo a polícia, o ciclista teria atacado outra vítima no início de abril. Os dois crimes aconteceram na passagem subterrânea Engenheiro Oswaldo Crespo de Abreu, conhecida como “Buraco do Padre”.
Os casos são investigados pela delegada Valene Bezerra, da  Delegacia de Defesa da Mulher. Ela informou que o agressor não rouba nada das vítimas, apenas dá um golpe nas nádegas das mulheres e foge. Os crimes teriam ocorrido de manhã, por um ciclista que aparenta ter 40 anos.
“Eu tinha acabado de entrar no túnel e ele entrou logo em seguida. Ele ficou bem perto de mim e me acertou. Achei que era o guidão da bicicleta que tinha me acertado. Ele falou 'que bunda linda' e fugiu pedalando. Aí que eu vi que estava sangrando bastante, sujou meu tênis e o chão. Entrei em desespero. Um rapaz que estava perto me ofereceu ajuda, mas eu voltei correndo pra casa”, relata a adolescente.
A menina foi encaminhada para a Santa Casa, onde recebeu vacina antitetânica e levou três pontos. O corte tem cinco centímetros de profundidade e três de largura. A recomendação médica é que a vítima fique em repouso.
No local é proibido andar de bicicleta. Placas avisam que os ciclistas devem circular a pé. A Prefeitura informou que a fiscalização é feita por agentes municipais de trânsito, dentro de suas atividades rotineiras. "Frente à denúncia, este trabalho será intensificado, inclusive com apoio de outros setores da Administração Municipal", explicou em nota.
Buraco do padre - maníaco da bunda 2 (Foto: Pedro Carlos Leite/G1)Último ataque no túnel aconteceu na manhã de quinta,
quando uma adolescente de 16 anos foi ferida (Fo-
to: Pedro Carlos Leite/G1)
Insegurança
“Eu acho um local inseguro. Não dá para ter policiais em todos os lugares, mas devia ter mais câmeras lá”, afirmou a adolescente. A prefeitura mantém uma câmera de monitoramento no local, mas o equipamento não registrou o momento do ataque.
O boletim de ocorrência registrado no 1º Distrito Policial traz a descrição do agressor como sendo um homem branco, de cerca de 40 anos, cabelos escuros, calvo e com barba em parte do rosto. Ele usava uma blusa amarela e sua bicicleta tinha detalhes amarelos.
A descrição do agressor é a mesma do primeiro caso, ocorrido no dia 9 de abril. O ataque aconteceu às 6h30 e a vítima foi uma mulher de 52 anos, também esfaqueada nas nádegas.
Achei que era o guidão da bicicleta que tinha me acertado. Ele falou 'que bunda linda' e fugiu pedalando.
Garota de 16 anos, vítima de facada nas nádegas na quinta-feira
“Vamos pedir a elaboração de um retrato falado e que as vítimas tentem fazer reconhecimento em álbum de fotografias. Também alertamos as equipes da polícia que fazem rondas para ficarem atentas. Encaminhamos ofício à prefeitura para que mude o local da câmera, pois não conseguimos visualizar o túnel. Investigadores devem ir até lá para orientar qual o local ideal”, explica a delegada.
Em nota, a Polícia Militar afirma que "está realizando abordagens a indivíduos suspeitos nas proximidades do local, com o intuito de flagrar o possível criminoso. É importante que as vítimas registrem a ocorrência no Distrito Policial, a fim que sejam chamadas para possível reconhecimento de indivíduos suspeitos do delito."
Para Valene, ainda é cedo para supor que os ataques tenham intenção sexual. "Em princípio, ele será indiciado por lesão corporal. Depois que for identificado, vamos interrogá-lo e levantar seus antecedentes", explica.
Opinião das pedestres
A funcionária pública Liliane Henrique Silva sabia dos ataques e precisa passar a pé diariamente pela passagem subterrânea. “Passo quase todo dia de manhã para ir trabalhar, mas a segurança não é boa. Procuro vir quando tem mais gente, quando está mais movimentado”, conta.
Já a auxiliar de desenvolvimento infantil Luana Caroline da Silva Rodrigues conta que evita passar pelo local. “Sempre que dá, eu escolho outro caminho. Aqui é muito perigoso. Faltam mais câmeras”, afirma.