27 de abril de 2013

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Sul-coreanos de complexo conjunto com Coreia do Norte iniciam volta para casa


Seul, 27 abr .- Os trabalhadores da Coreia do Sul que estão no complexo industrial de Kaesong, situado na Coreia do Norte e bloqueado por Pyongyang no calor da tensão entre ambos os países, iniciaram neste sábado seu retorno para casa após o pedido expresso de Seul.
Segundo informações divulgadas pelo governo sul-coreano, espera-se que um total de 127 trabalhadores, dos 175 que se encontram no complexo industrial, retornem hoje ao Sul pela passagem fronteiriça, e que os demais o façam nos próximos dias.
A saída dos trabalhadores daquele que é o único projeto intercoreano em vigor ocorre depois de ontem Seul ter lhes pedido para deixar as instalações após a recusa de Pyongyang de iniciar um diálogo destinado a solucionar a situação.
Neste sentido, o líder norte-coreano Kim Jong-un bloqueou a entrada e as atividades do complexo industrial após retirar seus aproximadamente 53 mil funcionários no começo de abril, no auge da campanha de ameaças bélicas contra Seul e Washington.
Hoje de manhã, a Coreia do Norte autorizou a saída dos trabalhadores sul-coreanos pela fronteira com o Sul, um dia depois de os dois países terem negociado para garantir a retirada e segurança dos empregados, explicou a agência 'Yonhap'.
A decisão de Seul foi criticada pela Associação de empresários sul-coreanos de Kaesong, que devem pedir ao governo uma indenização pelas perdas que a retirada vai lhes causar.
'As empresas que operam em Kaesong ficaram envergonhadas pela decisão do governo de tirar todos os trabalhadores', afirmou Han Jae-gwon, presidente da associação empresarial, em entrevista à 'Yonhap'.
Além disso, espera-se também que eles peçam ao governo para continuar seus esforços pela retomada do diálogo com o Norte e o retorno de alguns representantes das empresas para que possam proteger seus interesses, como equipamentos, que após sua saída ficaram abandonados.
O complexo industrial de Kaesong conta com 123 empresas sul-coreanas que fabricam diversos produtos aproveitando a barata mão de obra dos operários da Coreia do Norte, cujos salários são de cerca de US$ 130. EFE