17 de abril de 2013


Empresário é suspeito de mandar matar pastor em igreja de Goiás

Discussão por venda de imóvel teria motivado o crime, no dia 15 de março.
Genro da víti
ma diz que suposto mandante era amigo da família: 'crueldade'.

A Polícia Civil de Rio Verde , no sudoeste de Goiás, apresentou na terça-feira (16) quatros suspeitos de envolvimento no assassinato de um pastor de 56 anos, ocorrido em março. O mandante do crime, segundo a polícia, é um empresário, conhecido da família e para o qual o pastor prestava serviços. Além dele, os dois executores e o suposto intermediador também foram presos.
De acordo com Francisco Lipari, delegado responsável pelo caso, a motivação para o crime teria sido uma discussão por causa da venda de um imóvel. "O mandante tinha alguns imóveis à venda e o pastor realizou a comercialização desses imóveis, talvez por um valor menor que o empresário queria receber. Isso gerou um desentendimento entre eles", acredita o delegado.
O pastor foi assassinado com quatro tiros enquanto pintava a calçada da igreja onde pregava, no dia 15 de março. Segundo a polícia, dois homens em uma moto se aproximaram e o que estava na garupa efetuou os disparos. A vítima, que era pai de sete filhos, morreu no local.Genro da vítima, Jimmy Rogeres disse que ficou surpreso com as prisões, principalmente do suposto mandante. Segundo ele, o empresário convivia com a família. "Não esperava que uma pessoa tão próxima fosse fazer uma crueldade dessas com o pastor e, em consequência, com a família dele", lamenta.
Para que o crime fosse praticado, a polícia diz que o empresário contratou os três suspeitos por R$ 4 mil, dinheiro que teria sido pago três dias após o assassinato.
Os quatro suspeitos foram indiciados por homicídio duplamente qualificado por causa da gravidade e das circunstâncias em que o crime aconteceu.
A polícia quer que eles fiquem detidos até que ocorra o julgamento. "Nós entendemos que é necessário e imprescindível que eles continuem presos", afirma o delegado regional Danilo Fernando.