7 de abril de 2013

Egito


Conflitos após funeral deixam um morto e dezenas de feridos no Egito

Distúrbios ocorreram na capital ao término de funeral de quatro cristãos.
Vítima teria morrido por conta de impacto de balas de borracha.

Pelo menos uma pessoa morreu neste domingo (07) e outras 35 ficaram feridas nos distúrbios ocorridos no exterior da catedral de Abasiaya, no Egito, ao término do funeral de quatro cristãos mortos no sábado em um novo caso de violência confessional.
O chefe do Serviço de Ambulâncias egípcio, Mohammed Sultan, informou à Agência Efe que a vítima morreu em um hospital do Cairo, por conta do impacto de balas de borracha durante os incidentes, cuja origem é Os últimos números do Ministério de Saúde são mais conservadores e só reportam 25 feridos, dos quais dez foram tranferidos para hospitais e 15 foram atendidos no local do incidente.Os feridos apresentam em sua maioria machucados por conta do lançamento de pedras, garrafas, coquetéis molotov e balas de borracha nos arredores da catedral, onde os forças de segurança conseguiram controlar a situação.
Fontes da polícia e ativistas coptas explicaram que um grupo de pessoas começou a lançar pedras contra os presentes que deixavam a catedral, o que fez com que muitos se refugiassem no edifício e a polícia fosse obrigada a intervir com gás lacrimogêneo para deter a situação.
Por sua vez, uma fonte do Ministério do Interior citada pela agência oficial "Mena" explicou que na saída da catedral alguns participantes das exéquias danificaram veículos estacionados na zona.
Esses atos atiçaram os vizinhos e desencadearam enfrentamentos entre ambos os grupos.
Milhares de cristãos compareceram ao funeral de quatro cidadãos que foram mortos no sábado, em um choque entre coptas e muçulmanos na cidade de Al Jusus, ao norte do Cairo.
Até o momento, as versões com relação ao motivo da explosão de violência de sábado em Al Jusus são contraditórias, enquanto o número de vítimas oscila entre quatro e cinco mortos, como costuma acontecer nos episódios de violência religiosa que se registram no Egito.
O funeral foi realizado em meio a gritos dos presentes contra o presidente egípcio, o islamita Mohammed Mursi, e a Irmandade Muçulmana.