14 de abril de 2013


Chega a 55 número de contagiados por nova cepa de gripe aviária na China


As autoridades chinesas confirmaram neste domingo (14) que o número de contagiados pela nova cepa do vírus H7N9 no país é de 55, após dez novos casos terem sido detectados no fim de semana --os quatro últimos na província oriental de Zhejiang.
Segundo a agência oficial "Xinhua", três dos novos quatro casos ocorreram na cidade de Huzhou, na província citada, e o último em Hangzhou, também em Zheijiang, onde infecções já haviam sido registradas anteriormente.
As autoridades informaram que os pacientes, que foram diagnosticados no Centro de Prevenção de Enfermidades de Zhejiang, encontram-se em situação grave. Pouco antes, a agência "Xinhua" havia afirmado que duas pessoas foram contagiadas na província central de Henan, as primeiras de que se tem notícia na região.
Uma delas é um homem de 34 anos de sobrenome Ma, diretor de um restaurante da cidade de Kaifeng, que começou a apresentar sintomas de gripe no dia 6 de abril. Agora Ma se encontra em condição crítica em uma unidade de terapia intensiva de um hospital da cidade.
O outro afetado é um fazendeiro de 65 anos da cidade de Zhoukou, na mesma província, que está em condição estável após receber tratamento.
As 19 pessoas que tiveram contato direto com os dois homens não desenvolveram ainda sintomas de gripe.
Até o momento, foram detectados 55 contágios pela nova cepa de gripe, dos quais 11 terminaram em morte e apenas uma pessoa, um menor, conseguiu se recuperar.
Ontem veio a público o primeiro caso ocorrido na capital Pequim: uma menina de sete anos cujo pai dirige um comércio de frango e que se encontra internada. As duas pessoas que tiveram contato com a garota não apresentaram sintomas de gripe.
Até o momento, a China confirmou dez novas infecções no fim de semana: a primeira em Pequim, outra em Xangai, duas em Jiangsu (leste), quatro em Zhejiang (também no leste) e outra duas em Henan, as primeiras do centro do país.
Xangai continua sendo a metrópole mais afetada pelo vírus até o momento, seguida pelas províncias orientais de Jiangsu, Zhejiang e Anhui.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) descartou a possibilidade de uma "epidemia", já que, por enquanto, não se confirmou que o vírus seja transmitido entre humanos.