11 de abril de 2013

Ao menos 45 morrem em ataques e execuções em cidade síria, dizem ativistas

BEIRUTE, 11 Abr (Reuters) - Ao menos 45 sírios morreram, alguns assassinados a sangue frio, depois que tropas invadiram a disputada cidade de Sanamein, na província de Deraa, disseram ativistas da oposição e um grupo de monitoramento da violência, nesta quinta-feira.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, sediado na Grã-Bretanha, disse que dezenas de civis, incluindo crianças, foram mortas na quarta-feira em bombardeios e execuções sumárias depois que as forças leais ao presidente Bashar al-Assad entraram em Sanamein.
Não houve comentário imediato de autoridades do Estado sírio.
As forças de segurança têm lutado contra os rebeldes na cidade de Deraa, uma província na fronteira com a Jordânia que se tornou um ponto central das batalhas com ambos os lados procurando controlar as fronteiras da Síria e aproveitar as linhas de abastecimento para a capital, Damasco.
Rami Abdelrahman, diretor do Observatório --que usa uma rede de contatos na Síria--, disse à Reuters por telefone que a situação ainda era confusa demais para determinar quantas pessoas morreram nos combates e quantas a sangue frio.
"Moradores disseram que houve pesados ​​combates ontem e mais tarde as forças de segurança invadiram a cidade. Assim que entraram, eles começaram a bombardear alguns bairros, e em outros, pistoleiros estavam executando pessoas", disse ele, acrescentando que 45 vítimas do que ele chamou de um massacre foram nomeadas, com o provável aumento no número de mortes confirmadas.
Dezenas de casas foram destruídas em bombardeios ou pelo fogo, disse Abdelrahman.
Grupos de ativistas em Deraa disseram que mais de 60 pessoas foram mortas.
Vídeos enviados por residentes mostraram fileiras de cadáveres dispostos dentro de um edifício, com os rostos cobertos de sangue, os corpos embrulhados em cobertores e seus nomes rabiscados em folhas de papel colocadas em cima deles.
Alguns dos mortos pareciam ser crianças.
Como o acesso ao país para a mídia internacional é limitado, reportagens e vídeos provenientes da Síria são difíceis de serem verificados.