29 de março de 2013


Viaturas são roubadas em delegacia de polícia 

Foram furtados coletes de proteção, algemas, casacos e um GPS entre outros objetos


Três viaturas da Polícia Civil tiveram os vidros quebrados e objetos furtados do seu interior na madrugada da quarta feira (27) no pátio da 66º Distrito Policial (Vale do Aricanduva), na zona leste de SP.
Conforme o boletim de ocorrência número 1410/2013, duas viaturas descaracterizadas que pertencem ao DEIC (Departamento Estadual de Investigação Criminal) e ao DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania),   assim como uma caracterizada do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), foram arrombadas e foram do seu interior foram furtados dois coletes de proteção, um giroflex portátil, um par de algemas, um GPS e dois casacos que pertenciam aos agentes.
Os policiais do plantão da madrugada, dois agentes de polícia, não perceberam os furtos. Foi aberto inquérito policial e a perícia esteve no local.
Agentes da polícia que não quiseram se identificar, informaram que os furtos teriam acontecido pelo pequeno número de policiais na delegacia. Desde a criação das Centrais de Flagrantes há um ano e meio, as delegacias de São Paulo ficam fechadas com só dois agentes em cada unidade.
As Centrais de Flagrantes foram criadas para desafogar as delegacias e diminuir o tempo médio de registro de ocorrências para 20 minutos.
Este modelo trouxe o esvaziamento das delegacias de polícia e prejudicou o andamento de investigações já que, segundo o Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), 90% dos agentes estavam alocados no atendimento ao público. A nova gestão da Secretaria da Segurança Pública anunciou recentemente mudanças neste modelo. 
As Centrais de Flagrantes passarão de 11 a 27 unidades a partir do dia 3 de abril. Também passarão a fechar durante o dia, de modo que os policiais tenham mais tempo dedicado à investigação. Outra mudança é que agora as delegacias voltarão a registrar boletins de ocorrência normalmente, o que não acontecia desde a criação das Centrais de Flagrantes. Procurado, o delegado titular do 66º DP, Arthur Moreira, preferiu não dar entrevista.