7 de março de 2013


Fóssil de cão doméstico na Sibéria é um dos mais antigos já achados

Dente tem 33 mil anos, contra 36 mil dos ossos caninos mais velhos.
Exame de DNA aponta que animal foi um antepassado do cão moderno.


Cientistas russos descobriram o dente fossilizado de um cão doméstico na Sibéria que data de 33 mil anos, um dos vestígios mais antigos encontrados até agora, informou um estudo publicado nesta quarta-feira (6) nos Estados Unidos. Os fósseis mais velhos de cães modernos já achados remontam de 36 mil anos.
O exame de DNA feito no dente determinou que se trata de um antepassado do cão moderno, explicou a pesquisadora Anna Druzhkova, do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Rússia, uma das autoras principais do estudo.
O resultado da pesquisa foi publicado na revista científica americana "PLoS One", da Biblioteca Pública da Ciência.
A domesticação do cão é mais antiga que o começo da agricultura, há 10 mil anos. Mas os cientistas não sabem exatamente quando os cães e os lobos se tornaram duas espécies distintas. Essa separação data de mais de 10 mil anos, segundo estimativas.
Os cientistas que descobriram o dente fossilizado do chamado "cão de Altai", por causa do nome da montanha onde o animal estava, informaram que ele está muito mais próximo dos cães modernos e dos caninos pré-históricos achados no continente americano do que dos lobos.
"Esse fóssil também revela uma história mais antiga dos cães fora do Oriente Médio ou do Leste da Ásia, que até agora se pensava que era o berço do cão moderno", informaram os autores da descoberta.