30 de março de 2013


Estudo mostra que Santo Sudário pode ter pertencido à época de Jesus


Santo Sudário não é falsificação medieval, aponta pesquisa: tecido data de período entre 300 a.C. e 400 d.C.

Comparativo entre o manto original (esq.) e um negativo (dir.): tecido marcado por sangue de alguém que foi crucificado pode ter mesmo coberto o corpo de Jesus, segundo novos testes infravermelhos Foto: Wikimedia

Venerado por muitos como o manto que cobriu o corpo de Jesus após sua morte e questionado por outros como uma farsa medieval, o Santo Sudário pode mesmo pertencer à época em que Cristo viveu. O anúncio foi feito por cientistas após análises de um pedaço da peça de linho revela que o tecido é datado de um período entre 300 a.C. e 400 d.C. As informações são doDaily Mail.
Os pesquisadores realizaram testes forenses para comparar fibras do sudário com uma série de amostras de tecido antigos. Foi descoberto que o material pode ter sido fabricado na época em que Jesus viveu. Os resultados contradizem um estudo de 1988, liderado pelo Museu Britânico, que determinou através de datação por radiocarbono que o manto era de uma época compreendida entre 1260 e 1390.
Cientistas da Universidade de Pádua, porém, aceditam que os resultados originais possam ter sido distorcidos por séculos de ação da água e por danos de fogo. A descoberta é apresentada em um novo livro chamado Il Mistero della Sindone ("O Mistério do Sudário", em tradução livre), lançado nesta Sexta-Feira Santa. Para chegar à conclusão, os autores - o especialista em medição mecânica e térmica Giulio Fanti e o jornalista Saverio Gaeta - examinaram fibras do sudário e as compararam com amostras de tecidos datados desde 3 mil a.C. até a era moderna.
Três testes, envolvendo procedimentos químicos e mecânico, foram fundamentais para a descoberta: os primeiros foram realizados com luz infravermelha, e o outro foi feito com espectroscopia Raman, que mede a radiação através do comprimento de onda e é normalmente utilizada na ciência forense.
O manto, uma das relíquias mais controversas do Cristianismo, foi descrito pelo papa João Paulo II como "um ícone de sofrimento em todos os tempos".