21 de março de 2013


Em liberdade, médica acusada de mortes em UTI ainda não sabe onde vai trabalhar 

Justiça revogou a prisão de Virgínia Helena Soares de Souza na tarde de quarta-feira (20)
Após ficar 29 dias presa, a médica Virgínia Helena Soares de Souza, de 56 anos, deixou a cadeia na tarde de quarta-feira (20). Ela e mais outras sete pessoas são acusadas de antecipar a morte de pacientes internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba. Virgínia chefiava o setor e é apontada pelo Ministério Público como a mandante dos homicídios. Agora, em liberdade, ela poderá, inclusive, voltar a exercer a medicina, mas não em UTI.
O advogado dela, Elias Mattar Assad, afirmou que Virgínia foi pega de surpresa pela decisão do juiz Daniel Surdi de Avelar de revogar a prisão. No entanto, ela ainda não sabe o que vai fazer profissionalmente. Ela vai ficar em casa por um tempo, para se recuperar. Em seguida, vamos ver certinho como é que ela vai fazer para viver.
Virgínia foi proibida pelo juiz de trabalhar com a medicina intensiva. Ela estava na UTI do Hospital Evangélico desde 1988 e chefiava o setor desde 2006. Assad vai estudar se ela consegue exercer a medicina em outra área.
A imagem desgastada pode dificultar que a médica volte a conseguir trabalho, de acordo com o advogado.
Quando me perguntaram hoje, “veio buscar a doutora Virgínia?”. “Ou o que restou dela”, eu respondi.
O juiz levou em conta fatores como Virgínia ter residência fixa, nunca ter sido presa e não ter queixas no CRM