26 de março de 2013


Deputada cotada para substituir Marco Feliciano é acusada de compra de votos e caixa dois

Antônia Lúcia teve o mandato cassado pela Justiça do Acre, mas conseguiu liminar no TSE


Assim como o presidente da CDH (Comissão de Direitos Humanos), Marco Feliciano (PSC-SP), a deputada Antônia Lúcia (PSC-AC) — vice-presidente do órgão e nome mais cotado para substituir o colega no comando do colegiado — também está sendo investigada pela Justiça.
De acordo com denúncia do MPE (Ministério Público Eleitoral), a deputada Antônia Lúcia está envolvida em distribuição de combustíveis e de bens — como aparelhagem de som, bicicletas, computadores, motores para barcos e geradores de energia — em troca de votos.
Além disso, segundo informações do TRE-AC (Tribunal Regional Eleitoral do Acre), Antônia Lúcia é acusada de captação de votos de fiéis de igrejas, utilização ilícita da Rádio Boas Novas e patrocínio de show artístico durante sua campanha para deputada federal em 2010.
O TRE-AC chegou a cassar o mandato da deputada em 2011, tornando Antônia Lúcia inelegível por três anos em razão da prática de caixa dois. De acordo com a denúncia, ela teria recebido R$ 472 mil que seriam destinados, ilegalmente, a sua campanha eleitoral.
No entanto, a deputada recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e conseguiu uma liminar suspendendo os efeitos da decisão da Justiça eleitoral do Acre até o julgamento final do caso pela Corte.
O relator do caso no TSE é o ministro Dias Toffoli, responsável também pela liminar que mantém o mandato da deputada.
Antônia Lúcia é casada com o deputado federal Silas Câmara (PSD-AM), que também teve o mandato cassado e continua na Câmara por força de liminar.
— Tem que fazer a reflexão se ainda vale a pena o PSC ter a Comissão de Direitos Humanos, se ainda vale a pena eu assumir a presidência. Tem que fazer a reflexão se a resistência é pelo fato de sermos declaradamente evangélicos. Então, não dá pra dizer que eu assumo sem nenhum problema.
A deputada garante que ainda não foi consultada sobre a possibilidade de ser a nova presidente da CDH e disse que Feliciano está firme na decisão de continuar no cargo.