21 de março de 2013


Após visitar Israel, Obama encontra presidente palestino na Cisjordânia

Presidente dos EUA faz sua 1ª visita oficial aos territórios palestinos. 
Na quarta-feira, Obama disse que a 'paz deve chegar à Terra Santa'.

                 
O presidente dos ESTADOS UNIDOS OBAMA chegou nesta quinta-feira (21) a Ramallah, na Cisjordânia, para uma reunião com o presidente palestino Mahmud Abbas, em sua primeira visita como chefe de Estado dos EUA aos territórios palestinos.
Obama chegou à região por volta das 11h, no horário local (6h, no horário de Brasília), a bordo do helicóptero Marine One à sede da presidência palestina em Ramallah, onde foi recebido por Abbas.
Na véspera, em visita a Israel, Obama anunciou que os dois países "iniciarão discussões" para prolongar a ajuda militar americana para além de 2017.

O anúncio foi feito durante de uma entrevista coletiva à imprensa ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém.
Obama disse ainda em Israel que "a paz deve chegar à Terra Santa", em uma tentativa de aliviar as tensões com seus anfitriões e definir a política para a Síria e o Irã. 
O presidente dos EUA, Barack Obama, e seu colega palestino, Mahmud Abbas, passam tropa em revista no QG da Autoridade Palestina em Ramallah, na Cisjordânia, nesta quinta-feira (21) (Foto: AFP)
O presidente americano, durante o seu primeiro dia de visita a Israel, também informou que, apesar das dificuldades orçamentárias em Washington, o financiamento americano do sistema de interceptação antimísseis "Iron Dome", fabricado por Israel, não será interrompido.
O presidente Obama referiu-se a um novo acordo-quadro de dez anos que deve suceder o que está atualmente em curso, que expira em 2017, para a substancial ajuda militar americana ao Estado hebreu, que supera hoje US$ 3 bilhões por ano, segundo a rádio pública israelense.
O novo chefe do Pentágono,  havia prometido em 5 de março ao ex-ministro israelense da Defesa Ehud Barak que Washington continuaria a financiar os sistemas antimísseis israelenses, apesar das restrições orçamentárias dos Estados Unidos.